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Desemprego menor não indica volta de contratações

Por Daniela Amorim

Rio – A taxa de desemprego voltou a atingir em abril o menor patamar para o mês da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), iniciada em março de 2002. No entanto, a desocupação em 6,0%, após um resultado de 6,2% em março, ainda não significa que o mercado de trabalho voltou a contratar, afirmou Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Embora a gente tenha tido uma queda de 75 mil pessoas na desocupação, esse número não varia estatisticamente”, declarou Azeredo. “O mercado está parado, significa que deixou de dispensar trabalhadores.” Segundo o gerente do IBGE, o crescimento de 63 mil pessoas na população ocupada, um aumento de 0,3% ante março, não é significativo em razão da margem de erro da amostra.

“É uma pesquisa feita por amostra, a gente tem um erro embutido na pesquisa. Então a variação não é significativa”, afirmou Azeredo. “Houve uma tendência de mostrar que a desocupação está começando a ceder, então a ocupação está começando a subir. Mas, estatisticamente, não podemos dizer que o mercado começou a contratar.”

A população desocupada caiu 2,5% em abril ante março, o que significa que 38 mil pessoas deixaram de procurar trabalho. A boa notícia é que a ocupação subiu acima do crescimento da população. Enquanto a ocupação subiu 0,3% em abril ante março, a população com 10 anos ou mais de idade aumentou 0,1%. Na comparação com abril de 2011, houve aumento de 1,8% na população ocupada e crescimento de 1,2% na população com 10 anos ou mais de idade.

“A ocupação está subindo acima da população em idade ativa, ou seja, está entrando mais gente no mercado de trabalho do que tem gente nascendo”, disse o gerente do IBGE. “Isso é um bom sinal.”