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Desemprego atinge menor patamar da série histórica em 20 estados brasileiros

Número fica dentro do esperado pelo mercado e não altera curva dos juros futuros

Por Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 fev 2026, 09h29 | Atualizado em 20 fev 2026, 10h58
Desemprego atinge menor patamar da série histórica em 20 estados brasileiros Priorize VEJA no Google

A taxa de desemprego no Brasil atingiu o menor patamar da série histórica em 20 unidades da federação, mostra informação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 20. Segundo o IBGE, as maiores taxas anuais de desocupação em 2025 foram de Piauí (9,3), Bahia e Pernambuco (ambos com 8,7%) e Amazonas (8,4). As menores taxas anuais de desocupação foram de Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).

A taxa anual de subutilização para o Brasil ficou em 14,5%. O Piauí (31,0%) teve a maior taxa, seguido por Bahia e Alagoas (ambos com 26,8%), enquanto as menores taxas anuais foram de Santa Catarina (4,6%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,4%).

A taxa anual de informalidade para o país foi de 38,1% da população ocupada. As maiores taxas anuais ficaram com Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%) e as menores, com Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%).

A taxa anual de desalento para o Brasil ficou em 2,6%. Maranhão (9,5%) teve a maior taxa, seguido por Alagoas (8,5%) e Piauí (7,8%), enquanto as menores taxas anuais foram de Santa Catarina (0,3%), Mato Grosso do Sul (0,6%) e Rio Grande do Sul (0,9%).

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O valor anual do rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.560. Os maiores valores foram do Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190 e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Os menores valores foram de Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).

Com já divulgado no fim de janeiro, o desemprego ficou em 5,1% no quarto trimestre de 2025, queda de 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2024. Já a taxa anual caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, a menor taxa anual da série histórica, iniciada em 2012.

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O indicador serve para balizar as expectativas de corte de juros e o número já era esperado pelo mercado. Uma alta na taxa de desemprego combinada com o dado da atividade econômica divulgado na quinta-feira, 20, que mostrou queda de 0,2% na atividade em dezembro, significaria que o Banco Central teria que aumentar a força sobre o corte de juros e ir além dos 12% precificados pelo mercado. Isso porque a economia estaria desacelerando e o desemprego aumentando.

No entanto, o indicador mostra que o emprego continua resiliente e somente a economia está em desaceleração, o que reforça a necessidade de corte de juros, mas com a Selic ainda encerrando 2026 em um patamar contracionista para evitar repiques inflacionários. Sendo assim, as expectativas do mercado para um corte de juros de 0,5 ponto percentual em março continua firme, mas a Selic deve encerrar o ano por volta de 12% ao ano, ainda em dois dígitos.

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