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Desemprego cai em 13 estados no segundo trimestre, mostra IBGE

O estado do Amapá ficou com a maior taxa de desemprego do país

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 ago 2026, 09h13
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A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta sexta-feira, 14.

O resultado representa uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre, quando o indicador estava em 6,1%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, houve recuo de 0,4 ponto percentual, de 5,8% para 5,4%.

A queda do desemprego foi disseminada entre 13 das 27 unidades da Federação. Os maiores recuos ocorreram no Rio Grande do Norte, de 1,9 ponto percentual, seguido por Acre e Paraíba, ambos com redução de 1,6 ponto percentual.

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Apesar da melhora no mercado de trabalho nacional, as diferenças entre os estados permanecem expressivas. O Amapá registrou a maior taxa de desocupação do país, de 9,8%, seguido por Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%).

Na outra ponta, Santa Catarina apresentou a menor taxa de desemprego, de 2,1%, seguida por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

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A diferença entre o estado com maior e o menor desemprego chegou a 7,7 pontos percentuais no segundo trimestre.

Mulheres têm taxa de desemprego maior que a dos homens

A taxa de desocupação também apresentou diferença significativa entre homens e mulheres. No segundo trimestre, o indicador foi de 4,6% entre os homens, enquanto chegou a 6,4% entre as mulheres.

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Por cor ou raça, a taxa ficou abaixo da média nacional entre os trabalhadores brancos, com 4,2%, e acima entre pretos, com 6,9%, e pardos, com 6,1%.

O nível de escolaridade também influenciou o indicador. A maior taxa de desocupação foi registrada entre pessoas com ensino médio incompleto, de 9,0%. Entre aqueles com ensino superior incompleto, o índice ficou em 5,6%, enquanto entre os que tinham ensino superior completo foi de 3,0%.

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Piauí lidera subutilização da força de trabalho

A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 12,9% no país no segundo trimestre. O indicador considera, além dos desocupados, os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e as pessoas na força de trabalho potencial.

O Piauí teve a maior taxa, de 26,6%, seguido por Bahia (24,0%) e Alagoas (23,4%). As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (4,1%), Rondônia (6,0%) e Mato Grosso (6,1%).

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Carteira assinada chega a 74,4% dos empregados do setor privado

Entre os empregados do setor privado, 74,4% tinham carteira assinada no segundo trimestre. Santa Catarina apresentou a maior proporção, de 86,7%, seguida por São Paulo (82,0%) e Mato Grosso do Sul (81,0%).

Os menores percentuais foram observados no Maranhão (53,6%), no Piauí (54,2%) e no Acre (55,1%).

O trabalho por conta própria correspondia a 25,3% da população ocupada no país. O Maranhão tinha a maior proporção, de 33,8%, seguido por Amapá (31,0%) e Pará (30,3%). Os menores percentuais estavam no Acre (17,5%), Distrito Federal (18,0%) e Tocantins (18,9%).

A taxa de informalidade, por sua vez, ficou em 37,4% da população ocupada. O Maranhão apresentou o maior índice, de 56,9%, seguido por Pará (55,9%) e Amazonas (51,7%). Santa Catarina teve a menor taxa, de 25,4%, à frente do Distrito Federal (28,7%) e de Mato Grosso do Sul (29,2%).

Número de pessoas que buscam trabalho há dois anos recua

O país tinha 1,1 milhão de pessoas procurando trabalho há dois anos ou mais no segundo trimestre. O contingente caiu 15,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando havia 1,3 milhão de pessoas nessa situação.

Também havia 1,1 milhão de pessoas buscando trabalho há menos de um mês, uma queda de 2,4% ante os 1,2 milhão registrados no segundo trimestre do ano passado.

O rendimento médio real de todos os trabalhos foi estimado em 3.738 reais no segundo trimestre. Segundo o IBGE, o resultado apresentou estabilidade estatística em relação ao trimestre anterior e alta na comparação com o mesmo período de 2025, quando estava em 3.635 reais.

A massa de rendimento médio real foi estimada em 380,3 bilhões de reais, também com estabilidade ante o trimestre anterior e aumento em relação aos 367,1 bilhões de reais registrados no segundo trimestre de 2025.

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