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“Dependendo da inflação, vamos ajustar a política monetária”, diz Tombini

O presidente do Banco Central afirma que estratégia tem dado certo e que os juros vão se adequar à situação do cenário econômico

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira que a atual estratégia do banco segue válida neste momento e que não há risco de descontrole da inflação. No entanto, ele ressaltou que política monetária será ajustada conforme o cenário da economia.

“O BC tem comunicado sua estratégia, que permanece válida neste momento”, disse Tombini em discurso durante evento do BC em Brasília. “Por outro lado, isso não significa que os ciclos monetários foram abolidos, conforme tenho repetidamente mencionado em fóruns nacionais e estrangeiros.”

“Quando necessário, dependendo do cenário prospectivo para a inflação, a postura do BC em relação à política monetária será adequadamente ajustada”, acrescentou.

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Os comentários ocorrem num momento em que os mercados financeiros mostram crescente preocupação com a inflação e aumentam as apostas de que o BC terá que elevar o juro básico ainda neste semestre. Para o encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) em maio, 60% do mercado financeiro aposta numa alta de 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic, que hoje está em 7,25% ao ano.

Contribuíram para esse cenário declarações recentes do próprio Tombini dizendo que não estava confortável com o atual quadro da inflação – o índice oficial acumulado em 12 meses chegou a 6,15% em janeiro, perto do teto da meta (6,5%).

Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, num esforço para refutar que o governo esteja usando a taxa de câmbio para segurar a inflação, alimentou especulações sobre uma alta da Selic ao dizer que o instrumento para conter a elevação dos preços é o juro.

Apesar dos juros historicamente baixos, o presidente do BC fez questão de ressaltar de que “não existe hoje no país risco de descontrole da inflação”. E acrescentou que se forem necessários ajustes na política monetária, “a taxa Selic oscilará em patamares mais baixos que no passado”.

(Com agência Reuters)