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Delfim Netto critica atuação do governo no setor privado

Sobre 2014, o ex-ministro da Fazenda disse, em evento em São Paulo, que Dilma representa "mais do mesmo" na economia

Por Da Redação 24 set 2013, 17h27

O economista e ex-ministro da Fazenda Delfim Netto afirmou nesta terça-feira que há uma perda de credibilidade do governo na visão do setor privado brasileiro. Entre as causas, Delfim apontou inicialmente “financiamentos questionáveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal”. “Hoje, 9% da dívida bruta são empréstimos do BNDES”, disse.

Ele continuou a lista de fatores que causam a baixa credibilidade: “Transformou-se a dívida pública em receita pública. Abusou-se da ideia de que a sociedade era tola”. Delfim afirmou também, em evento organizado pela Eurocâmaras, em São Paulo, que as intervenções do governo na economia foram todas feitas “com as melhores intenções”, mas “na base do cabo de guerra”.

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Ele disse que a Petrobras foi destruída devido à não correção do preço do combustível, citando ainda “a infraestrutura que não deslancha” e “as expectativas de crescimento não confirmadas”.

O ex-ministro disse, porém, que há críticas “exageradas” dos que afirmam que o ministro Guido Mantega faz muitas previsões. “Quem não faz previsões? Os senhores fazem”, comentou, para uma plateia de empresários.

2014 – Quanto à política econômica, Delfim disse que não vislumbra mudanças em um eventual segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. “Vai continuar como está.” Para ele, Dilma Rousseff representa “mais do mesmo”.

Delfim falou ainda sobre os possíveis adversários da presidente no cenário eleitoral de 2014: “A Marina é a volta para a idade da pedra. O Aécio é um pouco mais ortodoxo”, disse. Ele classificou ainda o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) como “muito parecido com o Aécio”, no aspecto econômico. “Não tem nenhum programa alternativo que dê conforto”, comentou.

(com Estadão Conteúdo)

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