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Déficit em conta corrente bate recorde em 2011

As contas externas brasileiras apresentaram em 2011 um saldo negativo de 52,612 bilhões de dólares

As contas externas brasileiras apresentaram em 2011 um déficit de 52,612 bilhões de dólares, segundo informou o Banco Central nesta terça-feira, ante 30,375 bilhões no ano anterior. O resultado negativo nas transações correntes foi o maior da história, segundo a série iniciada em 1947 e equivale a 2,12% do PIB. No mês de dezembro, o déficit foi de 6,040 bilhões de dólares, informou o Banco Central.

A projeção de déficit em conta corrente ficou menor do que a última estimativa do Banco Central, que era de 53 bilhões de dólares. O resultado da conta corrente foi afetado, entre outras coisas, pelas remessas de lucros e dividendos de multinacionais instaladas no país, que somaram 4,741 bilhões de dólares em dezembro e 38,166 bilhões no ano todo.

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IED – O rombo nas contas externas, no entanto, foi totalmente coberto pelos ingressos de investimentos estrangeiros diretos (IED), que bateram recorde em 2011 e alcançaram 66,66 bilhões de dólares. O resultado também é recorde, e superou a previsão do BC, que era 65 bilhões para o ano.

Em dezembro, os investimentos de estrangeiros somaram 6,645 bilhões de dólares em dezembro, ante 15,374 bilhões de dólares em dezembro de 2010.

Reservas internacionais – Ainda segundo o BC, as reservas internacionais ficaram em 352 bilhões de dólares em dezembro – um recuo de 61 milhões de dólares em relação ao mês anterior. A autoridade comunicou que não atuou junto ao mercado doméstico para frear a alta do dólar, utilizando as reservas.

Dívida externa – A posição estimada da dívida externa total em dezembro totalizou 297,3 bilhões de dólares – redução de 870 milhões de dólares em relação ao montante apurado para setembro. A dívida de longo prazo alcançou 258,3 bilhões de dólares – aumento de 6 bilhões de dólares na comparação com o mês anterior – enquanto a de curto prazo recuou para 39 bilhões de dólares, ante 46 bilhões de dólares registrados em novembro. A retração decorreu principalmente de amortizações líquidas de empréstimos e de títulos por bancos, segundo o BC.

(Com agências Estado e Reuters)