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Déficit comercial dos EUA diminui 4,9% em abril

WASHINGTON, 8 Jun (Reuters) – O déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu em abril, ao passo que tanto as exportações como as importações caíram de níveis recordes de alta vistos em março, num sinal de desaceleração da demanda global, segundo mostrou o relatório do Departamento do Comércio nesta sexta-feira.

O déficit encolheu 4,9 por cento, para 50,1 bilhões de dólares, na medida em que serviços e as importações de bens recuaram 1,7 por cento, para 233 bilhões de dólares.

As exportações caíram 0,8 por cento, para 182,9 bilhões de dólares. As importações e exportações tinham ainda o segundo maior valor já registrados.

Analistas consultados pela Reuters esperavam um déficit comercial menor, de 49,5 bilhões de dólares.

As exportações norte-americanas para os 27 países da União Europeia (UE), na onda da crise de dívida que desacelerou o crescimento no continente, recuaram 11,1 por cento em abril, para 22,3 bilhões de dólares.

O conjunto da UE era o segundo maior mercado de exportações dos Estados Unidos no ano passado, e as exportações nos primeiros quatro meses de 2012 ficaram 3,5 por cento acima do mesmo período de 2011, apesar da queda em abril.

As exportações para a China, que também está crescendo mais lentamente nos últimos anos, caíram 14 por cento em abril. A China tem sido um dos mercados com crescimento mais rápido por produtos norte-americanos, e as exportações para esse país subiram 4,3 por cento nos primeiros quatro meses de 2012.

A queda nas exportações em abril refletiu, principalmente, um recuo na demanda externa por bens de capital e insumos e materiais para indústria.

As importações norte-americanas caíram apesar do aumento do preço médio do petróleo importado para 109,94 dólares o barril, o maior valor desde agosto de 2008. O volume de importações de petróleo também teve leve alta para 9 bilhões de barris por dia.

As importações norte-amerinacas de países da UE recuaram 11,1 por cento, para 31 bilhões de dólares, enquanto as importações da China cresceram 4,8 por cento, para 33 bilhões de dólares.

(Reportagem de Doug Palmer)