Deborah Secco trocou cachê por equity e virou sócia de um negócio de R$ 300 milhões
Atriz entrou no Peça Rara em modelo de media for equity; desde então, rede multiplicou faturamento e agora mira 300 lojas
Deborah Secco não precisou abrir a carteira para se tornar sócia de um dos maiores negócios de moda circular do país. Em 2022, a atriz entrou no Peça Rara por meio de uma operação de media for equity: em vez de receber apenas um cachê para emprestar sua imagem à rede de brechós, passou a trocar exposição e trabalho de divulgação por participação na companhia.
A aposta coincidiu com uma transformação de escala do negócio. Quando Deborah chegou, o Peça Rara vinha de um faturamento de 37 milhões de reais. Em 2022, a receita da rede alcançou 92,9 milhões; no ano seguinte, 158,8 milhões. Em 2024, já estava na casa dos 250 milhões e, em 2025, alcançou cerca de 300 milhões de reais. Hoje, são mais de 130 lojas em operação pelo país.
Não foi apenas uma celebridade colocada na publicidade. A fundadora Bruna Vasconi já afirmou que usar Deborah na expansão mudou a capacidade de vender franquias da rede. A atriz tornou-se uma das principais vitrines de um negócio que, até poucos anos atrás, ainda enfrentava o preconceito associado à compra de roupas usadas.
Parte da escalabilidade vem do próprio desenho da operação. Em vez de comprar grandes estoques, o Peça Rara recebe roupas, acessórios e outros produtos em consignação. Quando o item é vendido, metade do valor fica com quem forneceu a peça e a outra metade com a loja. Para o franqueado, isso reduz uma das maiores necessidades de capital do varejo tradicional.
Agora, o Peça Rara prepara outra rodada de crescimento. A rede quer chegar a 300 lojas até 2030, com prioridade para Sul e Sudeste, e passou a investir em inteligência artificial e visão computacional para acelerar a triagem e o cadastro das peças.
Deborah e Bruna Vasconi estarão juntas no Latam Retail Show, em São Paulo, em 16 de setembro, para discutir justamente a transformação da moda circular em um negócio escalável. Quatro anos depois de trocar a própria imagem por participação societária, a atriz pode mostrar um ativo que vale muito mais do que um cachê publicitário.







