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De saída, Lobão diz que consumidor terá conta de luz mais cara

Ministro de Minas e Energia afirmou que custo da energia pesará cada vez mais no bolso dos consumidores devido à redução de aportes do Tesouro

Por Da Redação - 24 dez 2014, 08h52

De saída do Ministério de Minas e Energia (MME), e sob críticas do setor elétrico, o ministro Edison Lobão admitiu que o alto custo da energia passará cada vez mais a ser bancado pelos consumidores devido ao novo cenário de redução dos aportes do Tesouro Nacional. “É natural que a tendência para o próximo ano seja de que os consumidores arquem com o alto custo da eletricidade, em vez do Tesouro”, afirmou Lobão ao ser questionado sobre eventual nova ajuda financeira do governo ao setor elétrico.

O ministro afirmou que se as distribuidoras de energia solicitarem uma revisão extraordinária das tarifas, o governo vai examinar os pedidos, mas não deu pistas sobre um sinal verde para a adoção dessas medidas. A estimativa de rombo para o setor em 2015 chega a 8,5 bilhões de reais em pagamentos que deveriam ter sido feitos pela União a empresas do setor de energia.

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) derrotado nas eleições ao governo do Amazonas, substituirá Lobão, que foi citado no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Horas antes do anúncio da nova equipe, na terça-feira, Lobão confirmou que deixaria a pasta, mas ponderou que “não deve nada” e classificou o petrolão como uma “crise circunstancial”.

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Térmicas – Lobão reconheceu que o preço da energia no país está alto e classificou como “lamentável” o custo das usinas térmicas. Mas pontuou que seria pior se o sistema não contasse com essa eletricidade durante a seca que afeta os reservatórios das hidrelétricas há dois anos.

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O ministro também alfinetou empresários do setor elétrico por reclamações sobre falta de diálogo com o governo e condições para investir na área. “As reclamações de empresários são naturais em um regime de liberdade total como o nosso. Elas (as empresas) reclamam, mas estão dentro do setor. O governo é solidário e o BNDES financia tudo”, afirmou.

Mesmo em um cenário de pouca chuva, onde a água é mais necessária, o ministro ainda garantiu que o país não terá racionamento de energia em 2015.

(Com Estadão Conteúdo)

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