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De olho na reeleição, governo estuda lançar 3ª fase do Minha Casa, Minha Vida

Nova fase teria início a partir de 2015. Para presidente, governo cumprirá "sem problemas" metas de moradias para a atual fase do programa

Por Da Redação - 15 out 2013, 14h57

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira que o governo estuda lançar uma terceira fase do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e cumprirá “sem problema” a meta de contratações de moradias da etapa atual do programa habitacional. “Já estamos pensando em deixar pronta uma nova fase, porque não basta fazer 2,75 milhões de casas no Brasil do programa Minha Casa, Minha Vida. Nós vamos ter de repetir a dose”, disse Dilma em cerimônia de entrega de 1.740 unidades habitacionais no município de Vitória da Conquista (BA).

A presidente disse que a nova fase terá início em 2015, após o fim de seu mandato. “Quem vier depois de mim tem de repetir a dose, por isso nós vamos avaliar uma nova quantidade de habitações e vamos colocar a viabilidade dessas habitações bem clara”, disse. Dilma não deixou claro, no entanto, como fará para garantir que o programa seja executado se perder as eleições no ano que vem.

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Lançado pelo ex-presidente Lula durante seu segundo mandato, o Minha Casa, Minha Vida tem como meta reduzir o déficit habitacional do Brasil. A maioria das residências construídas no âmbito do programa é destinada a famílias de baixa renda e a compra dos imóveis é subsidiada.

A primeira fase do programa, ainda no governo Lula, teve 1 milhão de moradias contratadas. A etapa atual, lançada com meta de 2 milhões de unidades até 2014, foi ampliada para 2,75 milhões de residências. No total, incluindo as duas fases, o MCMV já contratou 2,9 milhões de residências até agora. Segundo Dilma, o governo vai cumprir “sem problemas” a meta de 2,75 milhões de residências da etapa atual do programa habitacional.

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Com o PIB crescendo abaixo das expectativas, a presidente usou o evento para minimizar o desempenho econômico e tentar evidenciar outras questões, sobretudo sociais, de seu governo. “Um país desenvolvido não é um país em que o PIB cresce, em que você meça a qualidade de vida das pessoas pela quantidade de produtos. Um país desenvolvido você mede a qualidade de vida pelo conforto que as pessoas têm, pelo acesso que elas têm à casa própria, pelo emprego que elas conseguem, pela qualidade da saúde que elas recebem, a qualidade da educação”, afirmou.

Dilma participa ainda nesta terça-feira, em Salvador, de anúncio de repasse de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para obras de mobilidade urbana, além da assinatura de contrato das obras do metrô.

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(com agência Reuters)

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