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De olho em Grécia e BC, dólar interrompe perdas da semana

Por Da Redação - 19 jan 2012, 16h08

Por Silvana Rocha

São Paulo – O dólar à vista fechou em alta hoje, de 0,11%, a R$ 1,7670 no balcão – interrompendo ganho de 1,56% acumulado nas três sessões anteriores. Na BM&F, subiu 0,26%, para R$ 1,7716. A moeda americana ampliou a margem de oscilação no período da tarde, quando renovou a mínima e a máxima em pouco menos de 1 hora, expressando as incertezas dos investidores sobre o resultado das negociações da Grécia com os credores privados, que pode ser anunciado amanhã. Do lado interno, os agentes financeiros estão de olho em eventual movimento do Banco Central no câmbio, porque, segundo fontes, o Ministério da Fazenda teria dito estar atento à queda recente do dólar e ao comportamento do ambiente internacional.

O temor de que a Grécia possa vir a declarar o default de sua dívida está presente nas mesas de operação há vários dias e teria crescido hoje, após o presidente do banco central grego, George Provopoulos, alertar que o futuro do país dentro da zona do euro estará em risco se o governo não conseguir cumprir seu programa de reformas e corrigir problemas do passado.

Apesar disso, o euro retomou à tarde o patamar de US$ 1,29, já testado mais cedo, mas que havia sido deixado para trás no início da tarde. A moeda comum europeia ganhou sustentação hoje dos leilões bem-sucedidos de bônus de França e Espanha. Nos EUA, os indicadores vieram mistos e os resultados trimestrais do Bank of America e do Morgan Stanley agradaram.

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No mercado à vista, após testar a mínima de R$ 1,7590 (-0,34%) no balcão às 15h08, o dólar retomou novamente o território positivo por volta das 15h40, quando renovou a máxima intraday, de R$ 1,7730 (+0,45%) no balcão e a R$ 1,7731 (+0,35%) na BM&F. Na primeira parte da sessão, o dólar oscilou ao redor da estabilidade, sem abandonar a faixa de R$ 1,76, seguindo o vaivém do mercado externo de moedas e com os agentes financeiros atentos a eventuais novas captações de recursos.

Ontem, a JBS informou que deu início ao processo de emissão de títulos (bonds) no valor de US$ 400 milhões, com vencimento em 2020. Os recursos captados serão utilizados para liquidação de dívidas de curto prazo e que possuem custo financeiro mais elevado. Como esses recursos devem ser usados para honrar débitos da companhia, é possível que não ocorra o ingresso efetivo dos recursos no mercado brasileiro, disse um operador de uma corretora.

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