Dasa mira mercado de R$ 559 bilhões dos brasileiros 50+ com nova frente de longevidade
Alta, marca premium do grupo, amplia portfólio de medicina preventiva em meio ao avanço dos gastos com saúde de uma população que envelhece
A Dasa está se posicionando para disputar uma fatia de um mercado que deve mais que dobrar nas próximas duas décadas. Por meio do Alta Diagnósticos, sua marca premium, o grupo está ampliando a oferta de exames e serviços ligados à longevidade, medicina preventiva e genética em um momento em que os gastos dos brasileiros com mais de 50 anos em saúde caminham para atingir R$ 559 bilhões por ano.
A cifra é uma projeção da data8 para 2044. Em 2024, os 59 milhões de brasileiros com mais de 50 anos representavam 27% da população, mas já respondiam por 35% dos gastos das famílias com saúde, ou R$ 247 bilhões. Daqui a 18 anos, deverão ser 92 milhões de pessoas e responder por metade de um mercado estimado em R$ 1,1 trilhão.
É sobre esse deslocamento demográfico que a Dasa começa a construir uma oferta mais ampla no Alta. A estratégia reúne exames genéticos, biomarcadores e ferramentas voltadas a acompanhar o paciente ao longo das diferentes fases da vida, com uma lógica de prevenção e personalização do cuidado. A Dasa Genômica participa da frente com análises genéticas e genômicas destinadas a identificar predisposições e particularidades biológicas de cada indivíduo.
Um dos produtos incorporados ao portfólio é um exame que estima a idade biológica a partir do comprimento dos telômeros, estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomos e associadas ao processo de envelhecimento celular. O teste custa R$ 6.360 e é oferecido pelo Alta em parceria com a espanhola Life Length. A avaliação serve como instrumento de acompanhamento do envelhecimento e não como diagnóstico isolado de uma doença.
A aposta ocorre justamente quando os negócios de maior valor agregado ganham espaço na operação de diagnósticos da companhia. No segundo trimestre, a receita bruta de Diagnósticos Nacional da Dasa chegou a R$ 2,2 bilhões, avanço de 9,2% na comparação anual em bases equivalentes. O desempenho foi impulsionado pelo aumento no volume de exames e pela expansão dos segmentos premium e B2B. O número de exames realizados cresceu 9,7% no período.
Mais do que vender um teste de longevidade, portanto, a estratégia do Alta é tentar acompanhar por mais tempo um consumidor de maior renda que tende a gastar cada vez mais com saúde conforme envelhece. A própria Dasa fala em construir trilhas diferentes de acompanhamento conforme a fase da vida e combinar diagnóstico, genética e novas tecnologias. Se a projeção demográfica se confirmar, o público 50+ deixará de ser apenas um segmento relevante para se tornar, em menos de duas décadas, responsável por metade de todo o consumo de saúde do país.







