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Das 13 maiores incorporadoras do país, 11 tiveram queda nas vendas

Com maior cautela dos consumidores e menos crédito, empresas amargaram perdas no segundo trimestre do ano em comparação com 2014

Por Da Redação - 18 Aug 2015, 15h04

Com menos crédito no mercado e consumidores mais ressabiados com a economia, as maiores incorporadoras do país amargaram perdas no segundo trimestre do ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo levantamento da Folha de S. Paulo, das 13 maiores companhias de capital aberto do país, 11 tiveram redução nas vendas líquidas, a diferença entre os contratos firmados e os cancelados.

Dentre as 13, MRV, Cyrela, PDG, Even, Tecnisa, Eztec, Brookfield, Direcional, Rodobens, João Fortes e Helbor amargaram queda nas vendas na comparação com o mesmo período do ano passado.

Rossi e Gafisa foram as únicas que tiveram aumento nas vendas, graças à redução no volume de desistências. As vendas líquidas da Gafisa passaram de 433 milhões de reais no segundo trimestre de 2014 para 532,1 milhões de reais no segundo trimestre deste ano. Já as vendas da Rossi passaram de 259,6 milhões de reais no segundo trimestre do ano passado para 321,1 milhões de reais no segundo trimestre deste ano.

A queda no desempenho é resultado da combinação de demanda desaquecida e o número ainda alto de distratos. “O fator mais relevante é a deterioração da confiança. Sem ter certeza se terá emprego e se a economia vai piorar, você não embarca em uma operação que bloqueia sua poupança e lima 30% da sua renda mensal”, afirmou João da Rocha Lima Júnior, diretor do Núcleo de Real Estate da Poli-USP.

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(Da redação)

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