Dark Lab já vende quase um em cada seis quilos de creatina no Brasil
Marca brasileira chegou a 1,9 mil toneladas em 2025 e lidera categoria na América Latina; mercado nacional movimentou R$ 3,4 bilhões
A corrida da creatina virou um negócio bilionário no Brasil e uma empresa criada há apenas oito anos já abocanhou uma fatia relevante desse mercado. A Dark Lab vendeu 1. 913 toneladas de creatina em 2025, o equivalente a 15,6% de todo o volume comercializado no país. Na prática, quase um em cada seis quilos vendidos no Brasil saiu da marca.
Os números são de levantamento da Euromonitor International. Na América Latina, a Dark Lab encerrou o ano passado com 8,5% de participação em volume, suficiente para ocupar a liderança regional da categoria. A creatina tornou-se o principal produto da companhia e hoje responde por cerca de 45% de seu faturamento.
A expansão vem apoiada principalmente no comércio eletrônico e numa política agressiva de preços. No Mercado Livre, um dos principais canais da empresa, as vendas cresceram mais de 190% entre 2024 e 2025. Segundo a Dark Lab, alguns de seus produtos chegam ao consumidor por preços até 40% inferiores à média do mercado.
O tamanho da oportunidade ajuda a explicar a disputa. O mercado brasileiro de creatina movimentou 12,3 mil toneladas e R$ 3,4 bilhões em 2025, segundo a Euromonitor. A projeção é que o consumo ultrapasse 19 mil toneladas em 2028, crescimento superior a 50% em apenas três anos.
Fundada em 2018 e concentrada desde o início na venda direta pela internet, a Dark Lab agora pretende usar a liderança como ativo de marketing. A empresa colocará nas embalagens de creatina um selo referente à posição apontada pela Euromonitor e prepara uma campanha em marketplaces, redes sociais e pontos de venda.







