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Danone e Nestlé suspendem operações de produtos lácteos na China

A difícil competitividade é apontada pelos analistas como motivo para as medidas

As companhias de alimentos Danone e Nestlé informaram nesta segunda-feira que vão suspender as operações de suas fábricas de produtos lácteos na China. As companhias também não descartam a ideia de fechar as plantas no país asiático. Para os analistas, a decisão foi tomada devido à difícil concorrência com os competidores no mercado doméstico chinês. O grupo francês Danone deve suspender as operações em duas de suas fábricas de iogurte, enquanto a suíça Nestlé pretende fechar três fábricas de sorvetes.

Analistas disseram que fabricantes estrangeiros de lácteos têm enfrentado dificuldades no país, onde companhias locais como o Sanyuan Group, o Inner Mongolia Yili Industrial Group e a China Mengniu Dairy são mais reconhecidas e fazem produtos semelhantes por preços mais baixos. “Companhias estrangeiras que fabricam esses produtos na China não têm viés competitivo”, disse o analista Ma Wenfeng, da consultoria Beijing Orient Agribusiness Consultant. “Cada lugar tem suas marcas locais, que são mais reconhecidas em suas próprias regiões. Xangai, por exemplo, tem a Sanyuan e o norte da China tem a Mengniu.”

No entanto, o porta-voz da Danone, Xu Jie, negou a suspensão da fábrica de Xangai, dizendo que a companhia está “trabalhando em um plano estratégico novo e mais centralizado para nossos produtos lácteos frescos no mercado chinês”. Ele acrescentou que a difícil competição existe há muitos anos e não é o motivo das medidas. Já a porta-voz da Nestlé na China, Nancy He, disse que a companhia vai fechar sua fábrica de sorvetes no leste do país e suspender vendas no varejo da mesma região, pois está se concentrando nos mercados do norte e do sul do país.

O analista Yan Qiang, da consultoria Adfaith Management Consulting, foi mencionado pela mídia estatal dizendo que a Danone e a Nestlé podem estar migrando seu foco para produtos de alta qualidade, buscando atender à crescente demanda de consumidores mais ricos.

(Com Agência Estado)