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Dados ruins da economia chinesa fazem dólar subir 1,36%

Movimento refletiu o ambiente de aversão a risco diante de dados fracos sobre o gigante asiático e da queda dos preços do petróleo

Por Da Redação 8 dez 2015, 17h17

Após uma sessão de muitos altos e baixos, o dólar fechou em alta 1,36%, a 3,81 reais, refletindo o ambiente de aversão ao risco alimentado pelos dados fracos sobre a economia da China e pela queda dos preços do petróleo. Na mínima do dia, a moeda americana chegou a 3,74 reais, com investidores entendendo que as tensões entre o vice-presidente Michel Temer e a presidente Dilma Rousseff poderiam dar força à campanha pelo impeachment.

Dados fracos sobre o desempenho comercial da China em novembro reiteraram preocupações com a desaceleração da segunda maior economia do mundo, levando investidores a evitar ativos de maior risco. As preocupações ganharam mais força no fim da manhã após os preços do petróleo passarem a cair, com o contrato americano chegando a recuar abaixo de 37 dólares o barril pela primeira vez desde 2009. “Temos toda a indefinição política local e lá fora também não é um dia bom para países relacionados a commodities”, disse o economista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto.

No âmbito local, embora Temer não tenha proposto explicitamente o rompimento com Dilma, operadores entenderam que não há outra alternativa. Eles acreditam que a notícia dá força ao lado que defende o impeachment contra a presidente, perspectiva que tem sido, de maneira geral, bem recebida pelo mercado. “Conforme vai se distanciando o PMDB do governo, vai ficando mais forte a hipótese do impeachment”, disse o operador de câmbio da corretora B&T Marcos Trabbold.

A notícia vem no momento em que tramita no Congresso Nacional o processo de abertura de impeachent contra Dilma. Foi adiada para esta terça-feira a eleição da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisará o tema, contrariando o governo, que quer que a matéria seja votada o mais rápido possível.

Muitos operadores acreditam que eventual mudança no governo poderia facilitar a recuperação da economia brasileira. Alguns ressaltam, porém, que o processo pode paralisar o ajuste fiscal e provocar rebaixamentos da nota soberana do país.

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Bolsa – O Ibovespa terminou o dia com desvalorização de 1,72%, aos 44.443 pontos, também em reação à baixa dos preços de commodities no exterior e a preocupações com o agravamento da crise política no Brasil. O giro financeiro foi de 5,81 bilhões de reais.

(Com agência Reuters)

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