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Dados indicam novo déficit nas contas públicas em setembro

Caso se confirme, será o quinto saldo negativo seguido das contas do chamado governo central, que reúne Tesouro, INSS e Banco Central

Por Da Redação 10 out 2014, 10h37

As contas do governo federal devem registrar um novo déficit em setembro, informaram fontes do Ministério da Fazenda. A afirmação foi feita com base em dados preliminares apurados pela área técnica do Tesouro Nacional. Se confirmado, será o quinto déficit consecutivo das contas do chamado governo central, que reúne Tesouro, INSS e Banco Central. O anúncio do resultado, porém, só será feito pela Fazenda depois do segundo turno das eleições.

Essa piora nas conta públicas pode dificultar ainda mais a recuperação fiscal até o fim do ano, mesmo com o ingresso esperado de receitas administradas extraordinárias, como o pagamento de débitos tributários (Refis) e as outorgas do leilão de 4G.

Além disso, o pequeno superávit acumulado no ano até agosto poderá virar um déficit primário. Até agosto, o governo havia feito uma poupança fiscal de 4,6 bilhões de reais, resultado 87,8% inferior ao realizado no mesmo período do ano passado.

Procurado, o Tesouro informou que qualquer “ilação” sobre o resultado das contas de setembro neste momento, no qual a apuração de resultado ainda está longe de ser finalizada, é “pura especulação”.

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Receita menor – Os dados preliminares também confirmam a dificuldade do governo para fechar as contas de setembro. Os registros indicam que as receitas administradas ficaram aproximadamente 4 bilhões de reais abaixo do esperado, com desempenho ainda fraco do Refis. E os dividendos pagos pelas estatais, que têm ajudado o caixa do Tesouro, ficaram perto de 2 bilhões de reais no mês. O que não compensa, nem de longe, a frustração.

Na outra ponta, as despesas não deram trégua. As ordens bancárias registradas no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) mostram um salto na conta da Previdência Social. Foram emitidos 41,2 bilhões de reais em ordens. Ao longo do ano, os volumes oscilaram em torno de R$ 30 bilhões.

Especialistas explicam que, em agosto e setembro, o governo paga a primeira parcela do 13º salário dos aposentados. Parte dos desembolsos pode ter ocorrido no fim de agosto, mas a maior parte ficou em setembro. Por causa dessa despesa, setembro é um mês tipicamente ruim para o resultado primário. Em setembro de 2013, o resultado foi negativo em 10,8 bilhões de reais.

Apesar do quadro de deterioração fiscal, meta do governo para o resultado primário é de uma economia 80,8 bilhões de reais no governo central (1,55% do PIB).

(Com Estadão Conteúdo)

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