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Dados externos favoráveis fazem juros futuros subirem

Por Da Redação - 3 jan 2012, 16h03

Por Silvana Rocha

São Paulo – O cenário externo com números favoráveis sobre atividade econômica em diversos países neste início de 2012 – como China, zona do euro, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos – amparou hoje a reversão do ajuste de baixa dos juros futuros, iniciado na semana passada. Embaladas pela alta das Bolsas globais e dos preços de commodities, as taxas futuras de juros operaram com sinal positivo desde a abertura da sessão, que conta também um volume de negócios superior ao da véspera em razão da reabertura dos principais mercados internacionais nesta terça-feira.

No final da sessão regular na BM&FBovespa, o vencimento para janeiro de 2013 exibia taxa de 10,04%, ante 10,02% no ajuste de ontem, com 138.995 contratos; o vencimento para janeiro de 2014 (com 74.095 contratos negociados) projetava taxa de 10,48%, de 10,44% na véspera; e o vencimento para janeiro de 2015 (com 25.285 contratos) tinha taxa de 10,74%, frente 10,70% no ajuste ontem. Na parte longa da curva de juros, o vencimento de janeiro de 2017 apontava taxa de 10,95% (com 14.765 contratos negociados), ante 10,93% no ajuste anterior; e o DI com vencimento em janeiro de 2021 subia levemente a 11,12%, de 11,10%, movimentando 4.430 contratos.

Depois dos dados de atividade melhores ontem na zona do euro e também na China, o ambiente de negócios hoje foi favorecido pelo índice de atividade industrial e os gastos com construção nos Estados Unidos. O índice ISM foi a 53,9 em dezembro, de 52,7 no mês anterior, superando a previsão de alta a 53,5. Já os investimentos no setor imobiliário aumentaram 1,2% em novembro, acima da expectativa de +0,3%.

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Na Europa, também vieram melhores do que o esperado os dados sobre atividade e emprego anunciados mais cedo pelo Reino Unido e pela Alemanha. O índice PMI do setor manufatureiro britânico subiu para 49,6 em dezembro, de 47,7 em novembro, ante previsão de queda para 47,3. Já a taxa de desemprego alemã caiu para 6,8% no mês passado, no nível mais baixo da série histórica, iniciada em 1998, e na contramão da previsão de estabilidade em 6,9%.

Segundo o estrategista-chefe do Banco WestLB, Luciano Rostagno, com base nesses números externos o mercado passou a precificar hoje na curva de juros só mais dois cortes da taxa Selic, de 0,50 pp cada um, nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) em janeiro e março, o que levaria a Selic para 10% ao ano. Mas a duração desse ajuste de alta da curva de juros dependerá dos resultados da produção industrial brasileira em novembro de 2011, que sai na quinta-feira, e do IPCA fechado de dezembro e de 2011, além dos números do payroll dos Estados Unidos, ambos a serem divulgados nesta sexta-feira.

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