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Dados econômicos externos ajudaram na queda da Bovespa

Por Alessandra Taraborelli

São Paulo – A aversão ao risco dominou os mercados nesta quinta-feira e levou a Bovespa de volta ao campo negativo. Após oscilar entre baixas e altas durante a manhã, a Bolsa se firmou em queda e atingiu novas mínimas no meio da tarde. Dados econômicos decepcionantes nos Estados Unidos e a queda das ações de Vale e Petrobras, por aqui, puxaram o Ibovespa para baixo. O índice à vista encerrou com declínio de 0,62%, aos 62.618,41 pontos. Na mínima, atingiu 62.478 pontos (-0,84%) e, na máxima, 63.274 pontos (+0,42%). O

Petrobras acompanhou o preço do petróleo no mercado internacional e caiu. O papel ON perdeu 1,67% e o PN, -1,42%. Na Nymex, o contrato do petróleo WTI para maio recuou 0,39%, a US$ 102,27 o barril. OGX ON seguiu tal performance e liderou os destaques de queda do índice com perda de 3,57%.

Já a Vale foi na contramão dos metais e caiu 0,74% na ON e 0,40% na PNA. Os contratos futuros fecharam quase todos em alta na London Metal Exchange (LME), apesar de dados aquém das expectativas nos EUA. Numa sessão de baixo volume de negócios, o cobre fechou estável em relação a quarta-feira, depois de ter passado o dia sem uma direção clara.

O economista Fausto Gouveia, da Legan Asset, lembrou que a nossa Bolsa é altamente depende das commodities e, por isso, tem sido impactada fortemente pela dúvida sobre o ritmo de crescimento da economia global.

Nos EUA foram divulgados quatro indicadores, sendo que três vieram abaixo do esperado. Entre eles, o Departamento do Trabalho revelou que o número de norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 2 mil na semana até 14 de abril, ante previsão de 5 mil solicitações.