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Cyrela provavelmente reduzirá meta

SÃO PAULO, 16 Jan (Reuters) – A Cyrela Brazil Realty, uma das maiores incorporadoras e construtoras do Brasil, deve reduzir até o final de janeiro suas metas de lançamentos e de vendas para 2012.

“A ideia é ter uma revisão para baixo, muito, que já foi alvo de revisão para baixo em uma ocasião, é de lançamentos entre 8,7 bilhões e 9,8 bilhões de reais, com vendas de 8 bilhões a 8,9 bilhões de reais.

O executivo provavelmente, de lançamentos e de vendas”, disse a jornalistas nesta segunda-feira o vice-presidente financeiro e diretor de Relações com Investidores da construtora e incorporadora, José Florêncio Rodrigues, acrescentando que um comunicado ao mercado com as novas estimativas deve ser publicado entre o final da semana que vem e o início da seguinte.

Atualmente, a estimativa da companhia para este ano indica que a revisão seria resultado da diretriz estratégica de expansão orgânica da companhia. “É uma consequência da nossa decisão de ter menos terceirização em canteiros. Preferimos entregar custos mantendo as margens do que sacrificar as margens pelo crescimento.”

Embora tenha reconhecido que a procura por imóveis não se encontra mais no ritmo visto dois ou três anos atrás, Rodrigues afirmou que a demanda existe, embora os consumidores estejam mais seletivos e cautelosos.

“No Rio o mercado está realmente bastante quente. São Paulo é um mercado com potencial enorme se o produto for bem feito”, disse.

A Cyrela divulgou nesta segunda-feira que fez lançamentos de 7,9 bilhões de reais em 2011, o equivalente a 104 por cento do piso da faixa estimada pela companhia para o ano -de 7,6 bilhões a 8,5 bilhões de reais.

Já as vendas contratadas totais foram de 6,5 bilhões de reais no ano passado -abaixo da faixa prevista de 6,9 bilhões a 7,7 bilhões de reais.

Apenas de outubro a dezembro os lançamentos totalizaram 3,3 bilhões de reais, enquanto as vendas foram de 2,4 bilhões de reais, de acordo com a prévia operacional.

Rodrigues disse que a Cyrela não chegou ao mínimo previsto de vendas em 2011, entre outros motivos, pela concentração de lançamentos na segunda metade do último trimestre, não havendo tempo hábil para venda de parte dos imóveis.

(Por Cesar Bianconi)