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Custo das térmicas anula desconto de Dilma para a indústria

Estudo da Abrace mostra que custo da geração termelétrica em fevereiro é apenas dois reais mais barato, por megawatt-hora, que o benefício concedido pela presidente para grandes consumidores

Por Da Redação 27 fev 2013, 14h50

O custo do acionamento das usinas termelétricas em fevereiro deve anular praticamente todo o desconto na conta de energia elétrica para a indústria, afirmou a Associação Brasileira dos Grandes Consumidoras Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) nesta quarta-feira.

Segundo a associação, o Encargo de Serviços de Sistemas (ESS), que reflete o custo da geração termelétrica, deve atingir 22 reais por megawatt-hora (MWh) em fevereiro, totalizando um custo de 933 milhões de reais. Já o desconto médio oriundo da Medida Provisória 579 é de 24 reais por MWh.

Se somado ao encargo de janeiro, em apenas dois meses o custo global das térmicas para os consumidores é da ordem 1,5 bilhão de reais, mais da metade de todo o encargo gerado no ano passado, segundo a Abrace.

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“Existe uma distorção no modelo de precificação do mercado à vista, conhecido como PLD, que onera justamente aqueles consumidores que possuem contratos de longo prazo no mercado livre”, explica Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, em nota.

“Esse modelo precisa ser revisto pelo governo para que os descontos das tarifas de energia cheguem ao consumidor industrial e que, com isso, a indústria possa recuperar sua produção”, acrescentou.

(Com agência Reuters)

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