Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Cruzeiro do Sul tinha 300 mil empréstimos fictícios, diz jornal

Segundo 'O Estado de S. Paulo', banco maquiava operações para esconder rombo

Por Da Redação 5 jun 2012, 13h26

O rombo de 1,3 bilhão de reais encontrado pelo Banco Central na contabilidade do Cruzeiro do Sul pode ser atribuído a 300 mil operações fictícias com empréstimos, segundo informou o jornal O Estado de S. Paulo na edição desta terça-feira. De acordo com a reportagem, os empréstimos teriam sido inventados para esconder prejuízos da instituição.

Fontes afirmaram ao jornal que essa hipótese foi uma das principais razões que fez o BTG Pactual desistir do negócio. A consultoria PriceWaterhouseCoopers foi chamada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para fazer a auditoria contábil da instituição.

Ainda segundo O Estado de S. Paulo, fundos de investimento somavam mais de 2,5 bilhões de reais aplicados em Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGEs) ou Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) emitidos pelo banco.

Liquidação – Ainda que o rombo total ainda não tenha sido apurado, Celso Antunes da Costa, diretor do FGC e administrador do banco sob o Regime Especial de Administração Temporária (Raet), considerou o cenário de liquidação improvável. Em vez disso, trabalha com a tendência de que o Cruzeiro do Sul será vendido a investidores. “Nosso cenário base é de venda”, afirmou. “Achamos que o banco tem valor de mercado e pode ser vendido”.

O executivo reiterou o que dissera na véspera, garantindo que todas as obrigações passivas do banco serão honradas durante os 180 dias da administração pela Raet, e que não haverá deságio sobre os títulos que forem resgatados.

No caso de liquidação, porém, terão preferência os credores trabalhistas, tributários, quirografários e donos de títulos emitidos no exterior, respectivamente, disse o diretor de relações com investidores do banco, Fausto Vaz Guimarães Neto.

Intervenção – O Banco Central decretou na segunda-feira a intervenção no Banco Cruzeiro do Sul. Inspeções feitas na instituição identificaram um rombo de cerca de 1,3 bilhão de reais. A princípio, foram detectadas fraudes parecidas com as do Banco PanAmericano, instituição que pertencia ao Grupo Silvio Santos, com registro de créditos fictícios no balanço. O Cruzeiro do Sul registrava um patrimônio líquido negativo de cerca de 150 milhões de reais.

Leia mais:

PF abre inquérito para apurar caso Cruzeiro do Sul

Continua após a publicidade

Analistas não esperam contágio

Diretor do FGC vai administrar Cruzeiro do Sul

Intervenção não afeta operações, diz FGC

BC avalia venda do Cruzeiro do Sul

Acionistas do Cruzeiro do Sul estão de mãos atadas

Cruzeiro do Sul não deve voltar à família Indio da Costa

Ousadia e extravagância marcam perfil dos donos

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês