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Crise não tem afetado demanda por títulos, diz Tesouro

Por Célia Froufe e Renata Veríssimo

Brasília – O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido, afirmou hoje que a demanda por títulos públicos brasileiros não tem sido afetada pela crise internacional. Ele disse também que as taxas pedidas pelo mercado estão em processo decrescente e que isso vem reduzindo o custo das operações da dívida pública. Durante entrevista à imprensa, o coordenador previu que todas as metas do Plano Anual de Financiamento (PAF) serão atingidas até o final do ano.

Garrido disse ainda que a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) está também em trajetória de queda nos últimos anos e deve continuar assim. Ele evitou, no entanto, apresentar estimativas, justificando que as projeções dependem também do comportamento dos juros e do próprio PIB.

A grande demanda dos investidores do Tesouro Direto por papéis indexados a indicadores de inflação foi atribuída pelo coordenador ao fato de esses títulos serem os de mais longo prazo do programa. De acordo com ele, o investidor do Tesouro Direto é muito parecido com aquele que aplica seus recursos em fundos de pensão para engordar sua aposentadoria.

Dívida externa

Fernando Garrido também informou hoje que o Tesouro decidiu reduzir o ritmo de recompras de títulos da Dívida Pública Federal Externa (DPFe) em função da elevação do preço dos papéis em dólar. “Foi uma redução expressiva do ritmo. O principal fator é financeiro”, afirmou.

O valor de recompra em setembro e outubro somou R$ 146 milhões, enquanto no bimestre julho e agosto de 2011 foi de R$ 1,135 bilhão; e em maio e junho havia sido de R$ 952 milhões.

Segundo Garrido, o Tesouro estava adiantado no programa de recompras e, por isso, pode reduzir o ritmo. O coordenador destacou, no entanto, que a elevação dos preços em dólar é “bom” porque mostra o apetite dos investidores pelos papéis brasileiros.