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Crise na Ucrânia afeta exportações de carne suína do Brasil

As exportações de carne suína do Brasil fecharam o primeiro bimestre de 2014 com queda de 11,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, para 71,8 mil toneladas

Por Da Redação 11 mar 2014, 20h49

As exportações de carne suína do Brasil fecharam o primeiro bimestre de 2014 com queda de 11,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, para 71,8 mil toneladas, devido ao impacto da crise na Ucrânia, que no ano passado foi o terceiro importador do produto nesta época do ano.

Com o agravamento da crise interna e geopolítica na Ucrânia em fevereiro, as importações do país caíram 89% no primeiro bimestre, para 1.698 toneladas, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

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Em volumes absolutos, as importações de carne suína do Brasil pela Ucrânia caíram quase 14 mil toneladas, enquanto os embarques brasileiros totais no primeiro bimestre recuaram pouco mais de 9 mil toneladas, o que indica que o setor poderia ter tido melhor resultado não fossem os problemas ucranianos. “A expectativa de reação em março continua otimista, com exceção do mercado da Ucrânia, que enfrenta no momento uma crise macro que repercute diretamente”, disse em nota o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Rui Vargas.

Segundo Vargas, o otimismo do setor é baseado no esperado crescimento de vendas ao Japão – que abriu o mercado para o produto in natura de Santa Catarina em maio do ano passado – e numa situação “mais favorável” na Rússia. Os russos são os principais consumidores da carne brasileira, já o Japão é o maior importador global do produto, mas ainda compra volumes pequenos do Brasil.

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A perspectiva favorável leva em conta ainda as adversidades enfrentadas pelos principais concorrentes do Brasil, como Estados Unidos e Europa (competidores no mercado russo) – os produtores norte-americanos têm lidado com um vírus da diarreia epidêmica suína que deve limitar a oferta dos EUA.

Uma sinalização positiva em março, pela Rússia, foi a habilitação de mais duas unidades brasileiras de carne suína, disse a Abipecs. Agora são seis as fábricas habilitadas, em relação a três em 2013, lembrou Vargas.

(Com Reuters)

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