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Crise deixa 70% das prefeituras de Minas sem dinheiro para o 13º

Segundo a Associação Mineira de Municípios, problema não foi causado por descontrole nos gastos, mas por queda das receitas

A crise nas prefeituras do país é bastante sentida em Minas Gerais. De acordo com a Associação Mineira de Municípios, cerca de 70% das administrações municipais enfrentam dificuldades para pagar o 13º salário do funcionalismo público neste ano. O problema para a maioria é a queda na receita e o aumento das despesas.

É o caso de Lavras, no sul do estado, onde os servidores deverão receber apenas parte do benefício em 2016. A previsão é de que 30% do 13º salário sejam depositados nas contas dos funcionários somente no ano que vem.

A cidade é apenas um exemplo do que ocorre também em outros municípios, alguns até com maior gravidade. “Muito servidor vai virar o ano tendo recebido apenas uma parte do benefício ou talvez até nada”, diz Antônio Andrada (PSB), prefeito de Barbacena e presidente da Associação Mineira de Municípios, que responde por 853 prefeituras.

Andrada declarou ao jornal O Estado de S. Paulo que tem município dividindo o 13º em duas ou três vezes ou até mesmo dizendo que não terá como efetuar o pagamento. “Muitos já estão até com o salário normal atrasado, então pagar o benefício é outro desafio”, afirmou.

Andrada alega que a culpa não é dos prefeitos. “Eles não gastaram a mais. O problema é que a receita foi caindo e as perdas se acumulando”, justifica.

Para piorar, o prefeito de Barbacena alega não existir uma fórmula para resolver o problema. “Não temos orientação a dar aos prefeitos, até porque seria preciso cortes duros para enfrentar esta crise e isso afetaria serviços essenciais, como saúde e educação”, disse.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Cortem o número de secretários, vereadores, de assessores e cortem pela metade o salário dos que ficarem. Desestatizem e liberalizem transporte público em troca de imposto fixo dos prestadores, desestatizem todas as formas de comércio moral e ético, privatizem bairros inteiros para os abastados morarem. Não falta dinheiro, falta coragem.

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  2. Rogerio Araújo

    NÃO É A CRISE, NUNCA FOI A CRISE. ESTÃO SEM PAGAR POR CONTA DAS ROUBALHEIRAS. DEMITE 50% DOS FUNCIONÁRIOS (A PARTE QUE SÓ VAI RECEBER O SALÁRIO) E JÁ COMEÇA A RESOLVER O PROBLEMA.

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  3. Marcos MOraes

    Solução? acabar com cerca de 200 municípios que nunca tiveram dinheiro pra nada; implantar a vereança zero e o recall; acabar com a estabilidade e demitir esbirros e apaniguados; parar de pagar hora extra não realizada; acabar com aumentos automáticos periódicos; aumentar IPTU para o barnabé que sobrar. Dividir MG em 3 partes.

    MAM

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