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Crise da dívida na Europa aproxima-se dos EUA, alerta Obama

Presidente americano culpou o Congresso pelas dificuldades de promover a recuperação da economia

O presidente vai realizar uma viagem de ônibus pelos estados de Iowa, Minnesota e Illinois, para discutir a criação de empregos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira que a crise da dívida na Europa está “se aproximando” da costa americana e que o recente rebaixamento do rating do país poderia ter sido evitado se o Congresso tivesse trabalhado em conjunto para resolver os problemas fiscais.

“Não há nada de errado com nosso país. Há algo errado com nossos políticos”, disse Obama para um grupo de trabalhadores em uma unidade da Johnson Controls, em Holland (Michigan). Segundo o presidente, o Congresso tem uma série de propostas que poderia aprovar “agora mesmo”, que impulsionariam a economia e ajudariam os americanos prejudicados durante a lenta recuperação.

De acordo com o discurso do presidente americano, reformar o sistema de patentes, fornecer benefícios fiscais para a contratação de veteranos de guerra e prorrogar a isenção fiscal sobre a folha de pagamento para os funcionários daria um impulso para a economia. O presidente disse ainda que o “fiasco da elevação do teto da dívida” prejudicou a economia dos EUA. Para ele, o Congresso precisa se unir, colocar as questões partidárias de lado e resolver os problemas fiscais do país, e se tivesse sido assim desde o começo, o rebaixamento do rating pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s teria sido evitado.

Obama disse que vai passar as próximas semanas revelando planos para ajudar a reativar a economia dos EUA. “Eu vou continuar fazendo isso até que todo americano que quer um trabalho encontre uma vaga”. Na próxima semana ele vai realizar uma viagem de ônibus pelos estados de Iowa, Minnesota e Illinois, para discutir a criação de empregos. De acordo com Obama, não existe uma escassez de ideias para impulsionar a economia, mas uma falta de vontade política do Congresso. Ele pediu para as pessoas ligarem para seus legisladores e dizer que estão “fartas” com o fato da questão partidária ter dominado o Congresso nos últimos meses.

(com Agência Estado)