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Criação de empregos no Brasil cai 36,4% em agosto

Saldo líquido de empregos criados com carteira assinada em agosto somou 190.446

Por Da Redação - 14 set 2011, 11h16

No ano, criação de empregos tem redução de 16,85%

O saldo líquido de empregos criados com carteira assinada em agosto somou 190.446, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na manhã desta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho. Em agosto de 2010, o dado equivalente sem revisão apontou um total de 299.415 novas vagas, já descontadas as demissões do período – melhor mês de agosto da série histórica do Caged, que teve início em 1992. Com isso, houve uma diminuição de 36,4% do saldo líquido em relação a agosto do ano passado.

As estimativas do mercado para o indicador eram de um saldo de 170 mil vagas a 219 mil vagas criadas, conforme analistas consultados. A mediana das previsões era de saldo líquido de 200 mil novos empregos com carteira assinada em agosto.

No mês passado, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que “com certeza” o resultado de agosto superaria o de julho, responsável pela geração de 140.563 vagas e que se aproximaria de 200 mil postos. Após revisão, o dado de julho do Caged apontou a abertura de 157 mil vagas no período. O ministro vai se pronunciar sobre os dados ainda nesta manhã.

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Em 2011 – As contratações de trabalhadores com carteira assinada superaram as demissões em 1.825.382 postos no acumulado do ano até agosto, de acordo com o Caged. No mesmo período do ano passado, o saldo de geração de vagas formais foi de 2.195.370. No acumulado dos oito meses deste ano, houve uma redução na criação de empregos da ordem de 16,85% na comparação com o período de janeiro a agosto de 2010.

A meta do governo para 2011 era atingir 3 milhões de novos empregos formais no aís, considerando os trabalhadores do âmbito da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e servidores públicos, já descontadas as demissões do período. Na sexta-feira passada, porém, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, já havia admitido que dificilmente a meta será atingida este ano.

(Com Agência Estado)

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