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Criação de emprego cai 24,1% no primeiro trimestre

Segundo Ministério do Trabalho, foram criadas 442,6 mil vagas com carteira assinada nos três primeiros meses do ano

Por Da Redação 16 abr 2012, 11h33

A criação de postos de trabalho manteve a tendência de desaceleração no primeiro trimestre de 2012, na comparação com o mesmo período do ano passado, mas o número de março já aponta retomada do emprego.

Segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho, foram criadas 442.608 vagas com carteira assinada entre janeiro e março, contra as 583.886 do mesmo período de 2011. Isso representa uma queda de 24,1% na comparação entre os trimestres.

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Contudo, em março, o Caged registrou 111.746 contratações líquidas no país, 20,6% a mais que o mesmo período de 2011. Enquanto aproximadamente 1,881 milhão de trabalhadores foram formalmente contratados no mês, cerca de 1,769 milhão foram desligados. Segundo Paulo Roberto Pinto, ministro interino do Trabalho e Emprego, o desempenho mensal sinaliza o acerto das medidas adotadas pelo governo federal para promover o emprego formal.

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O setor de serviços foi o grande catalisador do aumento, com a geração de 83,182 mil vagas. Construção Civil vem na sequência, com 35.935 postos criados em março. Por outro lado, a indústria de transformação perdeu 5.048 postos e a agricultura outros 17.084.

São Paulo – Ainda de acordo com o Caged, o número de março foi impulsionado pelas 16 unidades da Federação que apresentaram resultado positivo – sobretudo São Paulo. Os números mostram que o estado gerou 47.279 postos de trabalho (saldo de 589.981 admissões e 542.702 desligamentos) – o maior valor absoluto. Em situação oposta, Alagoas apresentou o maior saldo negativo, com enxugamento de 21.032 postos.

Na ordem, os maiores saldos positivos foram gerados por São Paulo, Minas Gerais (22.674); Rio Grande do Sul (16.875); Paraná (14.851) e Goiás (12.715). Também figuraram na lista de geração de empregos Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Bahia, Distrito Federal, Tocantins, Rondônia; Piauí, rio Grande do Norte e Roraima. Na lista de maiores enxugamentos, liderada por Alagoas, estão ainda Pernambuco (-8.186); Paraíba (-3.421); Maranhão (-1.637) e Ceará (-1.587).

(Com Agência Estado)

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