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Crescimento econômico de 2011 será pior que o previsto, diz Lagarde

Brasília, 1 dez (EFE).- A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, confirmou nesta quinta-feira em Brasília que o organismo revisará para baixo suas previsões para o crescimento da economia mundial deste ano, porque a situação está pior que a esperada.

‘Vamos publicar em breve um relatório sobre a conjuntura econômica mundial no qual as previsões (de crescimento) serão revisadas para baixo. Não tenho os números específicos, mas sem dúvida, serão revisados para baixo’, afirmou a diretora do Fundo em entrevista coletiva em Brasília, onde faz uma visita.

Nas suas últimas previsões, publicadas no final de setembro, o FMI projetou um crescimento para a economia mundial de 4% em 2011 e 2012, rebaixando em três décimos os cálculos feitos anteriormente para 2011 e em cinco décimos os cálculos para 2012.

Após encontros em Brasília com a presidente brasileira, Dilma Rousseff, e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Lagarde admitiu que as análises feitas pelo FMI sobre a situação atual tornam necessária essa revisão.

‘As análises de conjuntura fazem crer que o crescimento será mais baixo do que tínhamos previsto, e em alguns países será ainda mais baixo’, afirmou.

A diretora-gerente do FMI atribuiu o agravamento da conjuntura à crise na zona do euro e às dificuldades dos Estados Unidos pela situação de sua dívida. ‘A situação nos Estados Unidos agora está melhor, mas ainda não é cômoda’, acrescentou.

Em seu relatório de setembro, o Fundo atribuiu um crescimento estimado de 1,6% para a zona do euro em 2011 e 1,1% em 2012, quatro e seis décimos a menos que nos cálculos anteriores.

Lagarde disse que em suas conversas com as autoridades brasileiras abordou a situação global da economia, analisou a crise da União Europeia e do euro e tratou sobre os efeitos potenciais de contaminação da crise em outros países.

Com sua visita ao Brasil, a diretora do FMI conclui uma viagem pela América Latina que também incluiu o Peru e o México. EFE