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Crescimento dos EUA no terceiro trimestre é revisado para baixo

Por Da Redação 22 dez 2011, 11h34

WASHINGTON (Reuters) – O crescimento econômico dos Estados Unidos no terceiro trimestre foi menor do que o estimado anteriormente por causa de uma forte queda no investimento em saúde, mas o investimento empresarial maior e a redução dos estoques apontam uma recuperação da produção no trimestre atual.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anual de 1,8 por cento no terceiro trimestre, informou o Departamento de Comércio dos EUA em estimativa final nesta quinta-feira, ante estimativa anterior de 2 por cento. Economistas esperavam que o crescimento fosse mantido em 2 por cento.

O investimento em saúde foi reduzido em 2,2 bilhões de dólares, e não cresceu em 19,7 bilhões, como calculado antes. Com isso, o investimento em saúde subtraiu cerca de 0,1 ponto percentual da variação do PIB na revisão final, e não somou 0,61 ponto.

Apesar da revisão para baixo, o crescimento do trimestre passado ainda marca uma aceleração em relação ao ritmo de 1,3 por cento registrado entre abril e junho. Parte do avanço do PIB no terceiro trimestre reflete uma reversão dos fatores que limitavam o desempenho da economia no começo do ano.

O governo revisou de 2,3 para 1,7 por cento o aumento do gasto do consumidor, principalmente devido a ajustes em serviços de saúde. A alta do gasto em bens de consumo duráveis, porém, foi revisado para cima, de 5,5 para 5,7 por cento.

Os estoques empresariais caíram em 2 bilhões de dólares, tirando 1,35 ponto percentual do crescimento do PIB. O declínio estimado anteriormente era de 8,5 bilhões.

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O prejuízo dos estoques foi ofuscado pelo forte investimento empresarial, que aumentou 15,7 por cento, ao invés de 14,8 por cento.

Excluindo estoques, a economia cresceu a um ritmo ainda acentuado de 3,2 por cento, contra estimativa anterior de 3,6 por cento.

O Departamento de Comércio informou, ainda, que o lucro corporativo depois de impostos aumentou 2,7 por cento, e não 3 por cento. Os lucros subiram 4,3 por cento no segundo trimestre.

O crescimento das exportações foi mais forte do que o previsto, subindo 4,7 por cento, e não 4,3 por cento. As importações avançaram 1,2 por cento, bem mais do que a alta de 0,5 por cento estimada antes. Assim, o comércio contribuiu com 0,43 ponto percentual para o crescimento do PIB.

O relatório do PIB também mostrou certa pressão inflacionária na economia. O índice de preços de gastos pessoais (PCE) subiu 2,3 por cento no terceiro trimestre, taxa não revisada. No segundo trimestre, a alta foi de 3,3 por cento. O núcleo do PCE, que exclui custos de alimentos e energia, subiu 2,1 por cento, ao invés de 2 por cento. A medida – observada de perto pelo Federal Reserve – subiu 2,3 por cento nos três meses anteriores.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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