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Crescimento dos EUA no 2º trimestre é revisado para 1,7%

Economia americana teve desempenho levemente melhor que o inicialmente calculado para o período (1,5%)

Por Da Redação 29 ago 2012, 12h25

A economia americana teve desempenho levemente melhor que o inicialmente calculado no segundo trimestre, mas o ritmo de expansão continuou muito lento – o que, portanto, não afasta o risco de um novo ciclo de afrouxamento monetário por parte do banco central do país, o Federal Reserve (Fed).

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu numa taxa anual de 1,7% no período, informou nesta quarta-feira o Departamento do Comércio em sua segunda estimativa. Um avanço mais forte das exportações compensou um recuo na recomposição de estoques pelas empresas, cautelosas com a fraca demanda doméstica, mostrou o relatório. O resultado veio acima da estimativa do mês passado, de 1,5%, e em linha com as expectativas dos economistas. A economia cresceu num ritmo de 2% no período de janeiro a março.

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O Departamento também mostrou que os lucros empresariais depois de impostos subiram inesperados 1,1%, depois de encolherem 8,6% no primeiro trimestre.

Embora a composição da atividade econômica seja favorável, o crescimento segue bem abaixo da taxa trimestral de 2% a 2,5% necessária para deixar a taxa de desemprego estável, o que pode levar o Fed a adotar medidas adicionais de estímulo na reunião de 12 e 13 de setembro.

Dados divergentes – As especulações de que o Fed afrouxará ainda mais a política monetária têm sido afetadas por uma retomada no crescimento de empregos e uma recuperação nas vendas no varejo em julho, mas outros dados sobre gastos empresariais e inflação dão suporte a mais ações.

O chairman do Fed, Ben Bernanke, pode dar mais clareza no cenário de curto prazo para a política monetária quando discursar no encontro de membros de bancos centrais em Jackson Hole, Wyoming, no final da semana.

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Análise – O crescimento do segundo trimestre foi revisado para cima para apontar forte evolução das vendas externas, apesar da desaceleração da demanda global. O crescimento das importações, por sua vez, foi o menor em um ano.

O comércio contribuiu com 0,32 ponto porcentual para o crescimento do PIB, em vez de subtrair um terço de 1 ponto percentual, como previamente reportado.

Isso ajudou a compensar a queda nos estoques. Os estoques empresariais subiram 49,9 bilhões de dólares, em vez de 66,3 bilhões de dólares anteriormente, e subtraíram 0,23 ponto porcentual do avanço do PIB no período de abril a junho. A administração cautelosa dos estoques pode ser um impulso para a economia no terceiro trimestre.

Excluindo estoques, o PIB cresceu a uma taxa de 2%, em vez de 1,2%. No primeiro trimestre, as vendas finais de bens e serviços produzidos nos Estados Unidos aumentaram num ritmo de 2,4%.

Também houve revisões para cima no aumento dos gastos do consumidor, que subiu para um ritmo de 1,7% ante o previamente reportado de 1,5%. Esse resultado implicou um recuo em relação ao ritmo de 2,4% registrado no primeiro trimestre.

O investimento em construção de estruturas não-residenciais foi mais forte que o previamente reportado. Contudo, a elevação no investimento em equipamentos e software caiu para um ritmo de 4,7% – o mais lento desde o terceiro trimestre de 2009, ante 7,2% previamente reportado.

O crescimento em gastos nas construções de imóveis foi cortado para uma taxa de 8,9% ante 9,7%. O declínio em gastos do governo não foi tão profundo quanto o previamente reportado, com as despesas em defesa caindo para uma taxa de 0,1%, em vez de 0,4%.

(Com agência Reuters)

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