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Cresce investida de empresas para vender caças ao Brasil

Ministro da Defesa, Celso Amorim, recebe o embaixador dos EUA no país, Thomas Shannon, e o presidente do Parlamento sueco, Per Westberg

O anúncio feito em fevereiro de que a Índia escolheu os caças franceses Rafale para equipar sua Força Aérea – alimentando a possibilidade de que isso reduza o preço do pacote oferecido ao Brasil, o que favorece também sua escolha pelo governo brasileiro – fez com que reacendessem as investidas dos demais concorrentes ao Palácio do Planalto.

Depois de a Boeing, fabricante do avião norte-americano F-18, anunciar a abertura de um escritório em Brasília, e da visita de várias autoridades ao país, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, visitou nesta terça-feira o ministro da Defesa, Celso Amorim. No mesmo dia, ele recebeu o presidente do Parlamento da Suécia, Per Westberg, cujo país é fabricante do caça Gripen, outro concorrente. Amorim já sinalizou que a intenção do governo é anunciar a escolha do modelo a ser comprado até o meio do ano.

Ao sair da audiência com o ministro da Defesa, Thomas Shannon disse que a decisão do governo norte-americano de suspender o contrato de 355 milhões de dólares para a aquisição de vinte aviões Super Tucano da Embraer não está vinculada à concorrência para a compra dos caças do projeto FX.

“A decisão de suspensão foi tomada em função de problemas internos da Força Aérea dos Estados Unidos. Não tem nada a ver, não tem qualquer vinculação com a compra do F-18. São questões separadas”, declarou, repetindo discurso de outras autoridades americanas feitas desde a suspensão do processo nos EUA. “A suspensão não tem nada a ver com a Embraer ou com o Super Tucano, que é um excelente avião e nós temos todo interesse nele”, disse o embaixador, ressaltando que o projeto ainda será reaberto.

Já o representante do parlamento sueco, aproveitou o encontro com Amorim para informar que o caça Gripen NG, que está na disputa do projeto FX no Brasil, poderá ter seu preço ainda mais reduzido, agora que o avião sueco foi selecionado pela Suíça para ser seu futuro caça. Os suíços optaram pela compra com desenvolvimento de projeto, a exemplo do que foi ofertado ao Brasil.

“A intenção é aproveitar a visita ao Brasil para apresentar as novas oportunidades de parceria com a indústria brasileira que o projeto pode oferecer, inclusive com melhores condições financeiras”, disse o representante da Saab no Brasil, Bengt Janer.

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(com Agência Estado)