Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Credores pressionam, e acionistas da Oi ficam contra a parede

Falta de consenso dificulta as negociações para mudanças no plano de recuperação da companhia

Por Da redação 5 abr 2017, 11h48

Os principais credores da Oi, entre eles os “bondholders” (detentores de títulos de dívida) e os bancos públicos e privados, estão se alinhando para tentar negociar com os acionistas da operadora mudanças no plano de recuperação. A falta de consenso entre acionistas e credores poderá levar a uma intervenção do governo na operadora.

As conversas entre os principais credores estão acontecendo nas últimas semanas, no entanto, os debates ganharam mais força nos últimos dias. A Oi, que está em recuperação judicial, tem dívida declarada de 65,4 bilhões de reais. Deste total, 32 bilhões de reais estão nas mãos dos donos de títulos.

 

Planos alternativos de reestruturação para a companhia foram apresentados, mas os principais acionistas – Société Mondiale (liderado pelo empresário Nelson Tanure) e Pharol (que reúne os sócios da Portugal Telecom) – resistem à entrada de dinheiro novo no negócio, pois isso pode representar uma diluição de sua participação na operadora.

Continua após a publicidade

“Todos os credores estão conversando pelo menos uma vez por semana”, disse uma pessoa familiarizada com o assunto. As conversas se intensificaram e agora incluem os bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), além do BNDES, que também é acionista. Dentro do governo, a preocupação com a situação da Oi é grande.

Representantes do fundo americano Aurelius, um dos credores da Oi, estão no Brasil para discutir a situação da tele. Eles são representados pela G5 Evercore. O banco Moelis, que aglutina a maioria dos credores – com cerca de 17 bilhões de reais em débitos -, também está se movimentando. Procurados, G5 e Moelis não comentaram.

“Há um consenso entre os credores de que a situação é muito delicada e os credores não podem ficar administrando o problema de seus escritórios em Nova York”, disse outra fonte.

Procurada, a Oi afirmou que sua administração “está comprometida em garantir a sustentabilidade da companhia e os resultados positivos que têm sido obtidos demonstram a viabilidade da empresa e sua robustez”. A tele disse que desempenha suas atividades normalmente.

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês