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Credores da OSX Brasil aprovam planos de recuperação judicial

Advogado da empresa afirmou que plano é baseado no alongamento da dívida e na remuneração dos credores com caixa gerado a partir da exploração de estaleiro

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 21h43 - Publicado em 18 dez 2014, 12h37

Credores da OSX Brasil, holding de construção naval de Eike Batista, e das subsidiárias OSX Construção Naval e da OSX Serviços Operacionais aprovaram na quarta-feira os planos de recuperação judicial das três empresas. Juntas, as companhias têm dívidas de cerca de 6,6 bilhões de reais.

“A base do plano é o alongamento da dívida e a destinação aos credores da geração de caixa que decorrerá da exploração do estaleiro de Açu (em São João da Barra, RJ) em contrato de gestão que será celebrado com a Prumo (ex-LLX)”, afirmou o advogado da OSX Eduardo Munhoz. De acordo com ele, os principais credores que apoiaram o plano são Banco Votorantim, Santander, Prumo (ex-LLX) e Caixa Econômica Federal.

A OSX tentava negociar um novo aporte com seus principais credores. Pelo plano aprovado, quem financiar um maior valor terá condições mais favoráveis de pagamento, com remuneração pelo CDI e não pela inflação. O prazo de pagamento das dívidas do grupo OSX está mantido em 25 anos, com cinco de carência.

Sócio da consultoria Angra Partners, que está à frente da reestruturação da empresa, Giovanni Foraggi diz que a meta é levantar entre 50 milhões e 60 milhões de reais em novos recursos. De acordo com Munhoz, 30 milhões de reais já estão garantidos. O dinheiro será usado para fazer ajustes operacionais na companhia e deverá quitar dívidas com 65% dos credores, detentores de créditos menores de cerca de 20 milhões de reais, em até dois anos.

Embora Foraggi acredite que os grandes credores serão “colaborativos”, a injeção de recursos novos ainda não está sacramentada. A adesão poderá ocorrer em um mês após a homologação do plano de recuperação judicial. Apesar das pendências, Foraggi afirmou que a aprovação do plano é importante para dar estabilidade à reestruturação. Também deve facilitar a negociação com potenciais compradores das plataformas de petróleo da empresa.

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Voto contrário – Detentora de um crédito de 300 milhões de reais, a espanhola Acciona se posicionou contra a aprovação. A empresa chegou a obter uma decisão judicial durante a assembleia recomendando a suspensão da reunião, alegando que o prazo legal de 15 dias para a apresentação do plano votado não foi respeitado. No entanto, a maioria dos credores votou pela continuidade da assembleia. É possível que a construtora espanhola alegue a nulidade da votação.

(Com Estadão Conteúdo)

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