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CPFL quer cinco das oito distribuidoras da Rede Energia

Entre elas estão quatro distribuidoras do interior paulista - Caiuá, EEVP, EEB e Companhia Nacional Energética - além da Enersul, no Mato Grosso do Sul

Por Da Redação - 11 out 2012, 14h48

O diretor-presidente da CPFL Energia, Wilson Pinto Ferreira Junior, afirmou nesta quinta-feira que a companhia tem interesse em cinco das oito distribuidoras da Rede Energia, grupo que se encontra atualmente em recuperação judicial. Na mira da CPFL estão as quatro distribuidoras do interior paulista – Caiuá, Empresa de Distribuição de Energia Vale Paranapanema (EEVP), Empresa Elétrica Bragantina (EEB) e Companhia Nacional Energética – além da Empresa Energética do Mato Grosso do Sul (Enersul).

Parceiros – O executivo admitiu que a CPFL já iniciou conversas com outras companhias, preparando-se para a hipótese de a compra dos ativos ter de ser feita em consórcio para atender ao objetivo do diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, de que o grupo não seja fatiado, mas vendido como holding.

Indagado sobre se a solução da compra em parceira agradaria, Ferreira disse que “a CPFL é um exemplo de parcerias”. “Na área de geração, tem sócios em todas as usinas, na geração renovável isso é notório. Faz parte do nosso DNA”, disse ele, que participou do Futurecom, a Feira de Negócios realizada no Rio de Janeiro.

Para o executivo, a formação de um consórcio para a compra da Rede Energia faz sentido, já que a empresa é muito pulverizada, com companhias que vão do Norte ao Sul do País. “Certamente uma parceria com agentes que estejam fazendo isso no Norte e Nordeste faz muito mais sentido para ter uma capacidade de gestão melhor”, disse, lembrando que a pulverização e a falta de capacidade financeira levaram o grupo Rede à situação financeira atual.

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Assembleia – No início da semana, a Rede Energia convocou acionistas para assembleia geral extraordinária, marcada para o próximo dia 25. A reunião tem o objetivo de deliberar sobre o plano de recuperação judicial a ser apresentado para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em agosto, a agência anunciou intervenção em oito subsidiárias do Grupo Rede, tomando o controle da companhia sob a alegação de que as dívidas “colocavam em risco as provisões adequadas dos serviços de distribuição”. O plano de recuperação das oito distribuidoras da Rede Energia prevê aporte de capital de 773 milhões de reais, a ser feito com a entrada de um novo controlador na holding, segundo proposta encaminhada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No fim de setembro, a Celpa, outra distribuidora que pertencia ao Rede Energia, foi vendida para a Equatorial Energia por 1 real. A Equatorial assumindo 39,1 milhões de ações de emissão da Celpa. A Celpa estava em processo de recuperação judicial e era a única das nove distribuidoras de energia do Grupo Rede sem intervenção pelo governo.

(Com Agência Estado)

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