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Correios desistem de negociar fim da greve com sindicato e vão esperar decisão do TST

Em nota, o sindicato diz que ainda busca diálogo com a empresa e que o principal impasse é o plano de saúde

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 set 2026, 10h27 | Atualizado em 18 set 2026, 10h52
Correios desistem de negociar fim da greve com sindicato e vão esperar decisão do TST Priorize VEJA no Google

Os Correios desistiram de negociar com o sindicato dos trabalhadores e agora aguardam o julgamento marcado para o dia 21 de setembro, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), sobre o fim da greve. A informação foi enviada em nota a VEJA Negócios nesta sexta-feira, 18. Procurada, a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios afirmou que ainda busca diálogo com a empresa e que o principal impasse é o plano de saúde.

A greve nacional dos Correios em 2026 foi deflagrada no dia 10 de setembro, com adesão totalizada em todo o país na sexta-feira, 11 de setembro. O movimento começou após os trabalhadores rejeitarem as propostas da estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), tendo como principal motivo o impasse sobre alterações no plano de saúde e benefícios da categoria.

Diante da paralisação por tempo indeterminado, a direção da empresa acionou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) já no dia 11 de setembro, o que resultou em uma liminar no sábado, 12 de setembro, determinando que os sindicatos mantivessem ao menos 80% do efetivo trabalhando para evitar o colapso das entregas.

A estatal e o sindicato até tiveram alguns avanços nas negociações nos últimos dias. No entanto, os Correios abandonaram as negociações após novo impasse. Em nota, a companhia disse que agora vai aguardar o julgamento final no dia 21 de setembro, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), para tomar alguma decisão sobre a greve.

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Já a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT) disse que sempre esteve e continua aberta à negociação com os Correios. Mesmo com a greve e o dissídio coletivo encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), as entidades não interromperam o diálogo e já solicitaram formalmente à empresa a retomada da Mesa de Negociação Direta.

Segundo o sindicato, as tratativas avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O sindicato diz que o único impasse que impede a conclusão do acordo está relacionado ao plano de saúde.

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“A FINDECT, os sindicatos filiados e os trabalhadores reivindicam a manutenção da redação atual, preservando os Correios como mantenedores do benefício”, afirma o sindicato.

Para a FINDECT, a postura da atual direção dos Correios de não retomar a negociação neste momento demonstra falta de sensibilidade diante da realidade dos trabalhadores e das necessidades da categoria.

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“A Federação avalia que as mudanças de posicionamento da empresa ao longo das tratativas aumentaram a insegurança sobre o futuro do plano de saúde, sem apresentar a garantia reivindicada pelos trabalhadores”, afirmou o sindicato. Os Correios não apresentaram novos pontos em sua nota.

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