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Coronavírus: Exportações chinesas despencam 17% neste ano

No acumulado deste ano, as importações caíram 4% em relação a 2019; crescimento do país deve ser o mais fraco desde 1990

Por Reuters Atualizado em 7 mar 2020, 16h24 - Publicado em 7 mar 2020, 15h26

As exportações da China despencaram nos primeiros dois meses do ano e as importações desaceleraram. Os péssimos resultados registrados no primeiro bimestre compreendem a crise de saúde provocada pelo surto de coronavírus, o que causou grandes interrupções nas operações comerciais, cadeias de suprimentos globais e atividade econômica. Os embarques para o exterior caíram 17,2% em janeiro e fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado, mostram dados alfandegários divulgados neste sábado, 7. Trata-se da queda mais acentuada desde fevereiro de 2019.

O relatório comercial desanimador provavelmente reforçará os temores de que o crescimento econômico da China tenha caído pela metade no primeiro trimestre, o nível mais fraco desde 1990, devido à epidemia e às severas medidas de contenção do governo que atingiram a produção industrial e afetaram a demanda.

As importações caíram 4% em relação ao ano anterior, mas foram melhores do que as expectativas do mercado, de uma queda de 15%. Elas haviam aumentado 16,5% em dezembro, impulsionadas em parte por um acordo comercial preliminar com os EUA. A China registrou um déficit comercial de 7 bilhões de dólares no período, ante um superávit esperado de 24,6 bilhões, segundo projeções anteriores.

As atividades industriais contraíram no ritmo mais rápido de todos os meses de fevereiro, ainda pior do que durante a crise financeira global, mostrou um indicador oficial de manufatura no fim de semana passado, devido a uma forte queda nos pedidos. A epidemia matou mais de 3.000 e infectou mais de 80.000 pessoas na China. Embora o número de novas infecções no país esteja caindo e os governos locais estejam relaxando lentamente as medidas de emergência, analistas dizem que muitas empresas estão demorando mais para reabrir do que o esperado e podem não voltar à produção normal até abril.

Esses atrasos ameaçam provocar um impacto ainda mais longo e mais custoso nas economias dos principais parceiros comerciais da China, muitos dos quais dependem fortemente de peças e componentes fabricados no país asiático.

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