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Curinga de Bolsonaro assume Correios e evita falar de privatização

Floriano Peixoto entra no lugar do também general Juarez Cunha, demitido após Bolsonaro afirmar que ele agiu como 'sindicalista'

Por Emerson Voltare Atualizado em 25 jun 2019, 09h18 - Publicado em 24 jun 2019, 21h39

O novo presidente dos Correios, Floriano Peixoto, afirmou nesta segunda-feira, 24, que chega à empresa para fortalecê-la. “Não estamos ainda falando nada de privatização. A minha intenção é trabalhar para fortalecer, fazer a empresa crescer, ficar mais gigante ainda do que ela é”, disse após a cerimônia de posse no Palácio do Planalto.

“Não devo adiantar nenhuma medida que será feita sem chegar lá [nos Correios]. Eu vou contar com a lucidez, a experiência dos que lá estão, da diretoria, para estabelecermos metas de trabalho para fortalecer a empresa”, afirmou nesta tarde.

Em abril, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) autorizou a realização de estudos para a privatização da empresa. Ao anunciar a medida, lembrou ainda os casos e as suspeitas de irregularidades que envolveram a estatal. Durante a campanha eleitoral, também sinalizou que a empresa poderia ser privatizada devido aos prejuízos.

Troca de comando

Peixoto deixou a Secretaria-Geral da Presidência da República. Em seu discurso na cerimônia desta tarde, na qual Jorge Antônio de Oliveira Francisco também tomou posse como novo secretário-geral da Presidência, Bolsonaro afirmou que Peixoto é seu “curinga”.

“Conversei com ele, que é nosso curinga aqui no Planalto, e aceitou a missão de ficar à frente dos nossos Correios. Tem desafios, sabemos da importância e da história dos Correios, e temos certeza de que ele fará o melhor para ajudar na recuperação desta instituição”, disse o presidente.

Peixoto entra no lugar também general Juarez Cunha, demitido após Bolsonaro afirmar que ele agiu como “sindicalista”. No início do mês, em audiência pública na Comissão de Legislação Participativa Câmara dos Deputados, Cunha criticou a entrega da empresa à iniciativa privada. O presidente também criticou o fato de Cunha ter tirado fotos com parlamentares de oposição e sindicalistas durante a audiência.

Com 356 anos de existência, a empresa é subordinada hoje ao Ministério das Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação. Após prejuízos registrados entre 2013 e 2016, a estatal registrou lucro de 161 milhões de reais em 2018 e de 667,3 milhões em 2017.

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