‘Coração partido’, diz brasileira que doou R$ 44 milhões para a Notre-Dame

Bilionária e filantropa, Lily Safra afirmou que tem 'relação especial' com a França e seus locais históricos

Por André Romani - Atualizado em 18 abr 2019, 15h03 - Publicado em 18 abr 2019, 14h23

A bilionária brasileira Lily Safra foi responsável, sozinha, por uma doação de 10 milhões de euros (cerca de 44 milhões de reais) para a reconstrução da Catedral de Notre-Dame, na França, parcialmente destruída por um incêndio na segunda-feira 15. A informação foi confirmada a VEJA pela Fundação Filantrópica Edmond J Safra, presidida por Lily.

“Nossos corações estão partidos pelo dano causado à Catedral de Notre-Dame, símbolo universal da herança de fé e de grandeza da França. Meu marido Edmond e eu sempre sentimos uma relação especial com o país e seus locais históricos, que incorporam sua arte e cultura”, diz a filantropa, em comunicado enviado pela fundação.

A gaúcha está entre as pessoas mais ricas do mundo e é conhecida por suas diversas atividades filantrópicas, no Brasil e no mundo. A socialite foi casada com o banqueiro libanês naturalizado brasileiro Edmond Safra até a morte dele, em 1999. Segundo a revista Forbes, a fortuna de Lily atualmente é estimada em 1,3 bilhão de dólares (5 bilhões de reais).

De acordo com o jornal francês Le Monde, a doação de Lily é uma das mais altas feitas à reconstrução da igreja em Paris. Para se ter uma ideia, o valor é maior do que o enviado pelo Grupo Disney (39 milhões de reais), que produziu a animação O Corcunda de Notre-Dame (1996).

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História

Edmond foi o último dos quatro maridos que Lily teve em sua vida. Os dois se casaram em 1976, quando ela já tinha imensa fortuna. De nacionalidade libanesa, ele herdou e alavancou empreendimentos no setor bancário, iniciados por seu pai, Jacob. A família morou no Brasil, onde fundaram o Banco Safra S.A, hoje controlado pelo irmão de Edmond, Joseph, o brasileiro mais rico do mundo, segundo a Forbes.

Antes dele, Lily foi casada com o executivo argentino Mario Cohen, em 1951; em seguida, com o magnata Fred Monteverde, na época dono da rede Ponto Frio, empresa que ela herdou após o suicídio do empresário, em 1969; e quatro anos depois, Samuel Bendahan, com quem teve um relacionamento conturbado que durou apenas um ano.

Filantropia

Discreta, Lily também é muito conhecida por seus atos filantrópicos. Na própria declaração de doação à Catedral de Notre-Dame, ela cita que a fundação “sempre deu suporte para importantes instituições religiosas, de educação, cultura, medicina na França, por muitos anos.”

Entre suas principais áreas de atuação, está a pesquisa em doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, esta última portada por Edmond Safra.

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No Brasil, ela apoia projetos sociais como um instituto de pesquisa em neuroengenharia no Rio Grande do Norte e outro de tratamento de esgoto, na Bahia. Lily também possui ações semelhantes em países como Israel e EUA. Além disso, a brasileira é conhecida por seu grande acervo de obras de arte.

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