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Copom mantém taxa de juros em 10,75% ao ano

Decisão do Banco Central, unânime e 'sem viés', veio ao encontro das expectativas dos analistas de mercado

Por Da Redação - 20 Oct 2010, 19h47

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou nesta quarta-feira a manutenção da taxa básica de juros (a Selic) em 10,75% ao ano. A decisão, segundo nota do BC, foi unânime e sem viés. Esse é o segundo encontro seguido do Copom em que os juros ficam estáveis. Nas reuniões de abril, junho e julho, a taxa Selic havia sido elevada num total de dois pontos porcentuais, configurando um curto ciclo de alta após a taxa ter ficado estável em 8,75% desde julho de 2009.

A manutenção da Selic em outubro veio em linha com a expectativa da maioria dos analistas do mercado. De acordo com o boletim Focus, em que o BC reúne as estimativas dos analistas para a economia brasileira, a Selic deverá fechar o ano neste mesmo patamar. O Copom reúne-se a cada 45 dias.

A decisão ocorre em um momento delicado para a economia, sobretudo no tocante ao câmbio. Economistas ouvidos pelo site de VEJA avaliam que uma eventual redução da Selic seria a estratégia mais eficaz para controlar a valorização do real. É que, além de apresentar ótimos indicadores econômicos, o Brasil possui umas das maiores taxas de juros reais do mundo. Aos investidores, representa boa oportunidade de lucro, ainda mais se comparado aos juros dos países desenvolvidos, que estão próximos de 0%.

Apesar de dados recentes de preços terem mostrado aceleração, principalmente por conta dos alimentos, o Copom está mais atento a horizontes mais longos e à inflação do ano que vem – já que, devido à defasagem sobre a economia real, a política monetária não tem mais impacto relevante neste ano. O BC também já disse considerar que o cenário internacional tem o efeito de inibir a inflação, ao aumentar a competitividade dos produtos importados.

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Nos Estados Unidos, a expectativa é que o Federal Reserve adote mais estímulos à economia, que ainda não se recupera de forma consistente da crise global. Na China, por outro lado, o banco central surpreendeu analistas nesta semana com o primeiro aumento de juros em quase três anos.

(com Reuters)

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