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Copom deve reduzir Selic para 8,5% nesta 4ª feira, dizem analistas

Com a nova taxa básica de juros, passa a valer a nova remuneração da caderneta de poupança

Por Da Redação - 30 maio 2012, 07h38

O Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira o segundo dia da reunião que decidirá a nova taxa básica de juros (Selic) da economia. Neste quarto encontro decisivo do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 2012, a taxa, atualmente fixada em 9% ao ano, deve ser novamente reduzida.

A previsão média dos analistas ouvidos pelo site de VEJA é que a autoridade monetária deva dar continuidade à política de corte de juros ao divulgar uma nova diminuição de 0,5 pontos porcentual – a sétima queda seguida da taxa -, para 8,5% ao ano. A medida viria em consonância com as políticas que têm sido implementadas pelo Palácio do Planalto para tentar incentivar o consumo e, assim, impulsionar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, especialmente em um cenário cada vez mais claro de baixo crescimento doméstico e crise no mercado internacional.

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Um PIB pífio – Recentemente, o governo reduziu a estimativa de crescimento do PIB neste ano de 4,5% para 4%. Para esta sexta-feira, a expectativa da equipe econômica para o PIB do primeiro trimestre, a ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não é a melhor. Já se fala internamente em uma alta pífia de 0,3% a 0,5%, o que deve motivar uma nova revisão para baixo das projeções para expansão da economia nos trimestres posteriores. Desta forma, existe a possibilidade concreta de o Planalto admitir um avanço de apenas 3% do PIB neste ano – aposta que já foi antecipada pelo mercado.

Neste cenário de atividade lenta, com risco de desaceleração, o BC deve se mostrar mais à vontade para dar continuidade à trajetória de afrouxamento monetário, haja vista que, num ambiente como esse, as pressões inflacionárias tendem a naturalmente perder fôlego.

Poupança – Caso a previsão de analistas se confirme e o Copom corte a taxa de juros em 0,5 pontos porcentual, a Selic ficará em 8,5%. Neste caso, passa a valer a nova remuneração da poupança, cujas regras entraram em vigor no início deste mês. Desta maneira, a correção mensal da caderneta será feita pelo equivalente a 70% da taxa básica de juros mais a variação da Taxa Referencial (TR). Se a taxa se mantivesse em 9%, o rendimento permaneceria no nível atual: 0,5% ao mês mais a variação da TR.

A mudança na regra da poupança, aliás, foi um passo fundamental do Poder Executivo para abrir caminho a ações mais ousadas do BC. Sem uma alteração que resultasse na diminuição da rentabilidade da caderneta, havia o risco de uma corrida dos investidores a transferir recursos para este tipo de aplicação. Perderiam dinheiro, portanto, os fundos de investimento em renda fixa, que, ao investir em títulos do governo federal, são fundamentais para rolar a dívida pública. Em resumo, se não mexesse na poupança, o BC estaria diante do risco de inviabilizar a própria administração do estado. Com a nova regra, seu caminho ficou livre.

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