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Copa prejudica ritmo de vendas da Renner e empresa corta projeção de receita

Varejista passou a projetar expansão de 4% a 8% da receita líquida em 2026, após um segundo trimestre de desaceleração

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 ago 2026, 12h03 | Atualizado em 7 ago 2026, 12h16
Copa prejudica ritmo de vendas da Renner e empresa corta projeção de receita Priorizar nos meus resultados Google

A Lojas Renner (LREN3) revisou para baixo sua expectativa de crescimento da receita líquida para 2026 depois de registrar um segundo trimestre abaixo das previsões. A empresa atribuiu o desempenho ao impacto da Copa do Mundo, que afastou consumidores das lojas físicas em intensidade superior à estimada pela companhia. Com isso, a projeção de expansão da receita líquida para este ano foi reduzida de 9% a 13% para uma faixa entre 4% e 8%.

Apesar de o Dia das Mães ter proporcionado vendas recordes, o resultado positivo da principal data do varejo no período não foi suficiente para neutralizar os efeitos do torneio sobre o fluxo de clientes. Segundo a empresa, as estimativas consideravam uma redução no movimento das lojas durante a competição, mas a retração observada acabou superando o histórico utilizado como referência.

Entre abril e junho, a receita líquida de varejo alcançou 3,7 bilhões de reais, avanço de 1,1% na comparação anual. O desempenho ficou distante do crescimento de 18,5% registrado no mesmo intervalo do ano anterior, quando temperaturas mais baixas favoreceram as vendas. No indicador de mesmas lojas, que mede apenas unidades em funcionamento há pelo menos 12 meses, a alta foi de 0,5%.

O ritmo mais fraco de crescimento da receita também se refletiu nos resultados financeiros. O Ebitda ajustado totalizou 844,6 milhões de reais, queda de 5,3% frente ao segundo trimestre do ano passado. Já o lucro líquido permaneceu praticamente estável, em 404,6 milhões de reais, resultado favorecido, em parte, por uma menor alíquota efetiva de Imposto de Renda e Contribuição Social.

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O fluxo de caixa livre somou 135,1 milhões de reais, recuo de 59,4% na comparação anual. Ainda assim, a varejista encerrou o trimestre com 1,9 bilhão de reais em caixa e posição de caixa líquido de 1,2 bilhão de reais.

Embora tenha reduzido a estimativa de crescimento para 2026, a Renner mantém a expectativa de um desempenho mais forte na segunda metade do ano. As metas para o período de 2027 a 2030 permanecem inalteradas, incluindo a previsão de expansão anual da receita líquida entre 9% e 13% e o objetivo de alcançar um Retorno sobre o Capital Investido (Roic) de aproximadamente 20% até 2030.

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A companhia também destacou que os avanços obtidos na eficiência operacional continuaram sustentando a rentabilidade. As margens brutas do varejo e da operação de vestuário atingiram 57,5% e 58,7%, respectivamente, níveis recordes para esses segmentos, contribuindo para um crescimento de 1,8% no lucro bruto. As despesas operacionais avançaram 1,5%, para 1,3 bilhão de reais, mesmo com a pressão da inflação e os investimentos na abertura de novas unidades.

Os planos de expansão da rede também foram mantidos. A estratégia prevê a inauguração de 140 a 170 lojas da bandeira Renner até 2030, elevando o total para algo entre 570 e 600 unidades. De acordo com a empresa, as lojas abertas em 2024 vêm registrando margens ligeiramente superiores à média da rede.

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