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Assessores de Bolsonaro divergem sobre Previdência

Coordenador de campanha afirma que debaterá assunto só em 2019; Mourão e Guedes são a favor de que a reforma seja aprovada antes da virada do ano

Por Redação - Atualizado em 9 out 2018, 21h39 - Publicado em 9 out 2018, 20h05

Mais uma vez, os principais assessores da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) batem cabeça em relação às propostas do candidato. Dessa vez, o coordenador de campanha, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), disse que a reforma da Previdência não faz parte do programa de governo do presidenciável e que não ajudará o governo de Michel Temer a aprová-la este ano.

A jornalistas, na Câmara dos Deputados, Lorenzoni afirmou que “não tem no plano, não tem nas conversas” a possibilidade de trabalhar pela reforma. “O Jair não era a favor dessa reforma e a maioria das pessoas que o apoiaram não são a favor dessa reforma porque ela é ruim. É uma porcaria e não resolve nada”, afirmou, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.

“Se o Jair for escolhido, nossas ações iniciam só em 2019”, disse Lorenzoni, eleito senador no último domingo (7) e cotado para ser ministro-chefe da Casa Civil caso Bolsonaro vença o segundo turno.

Segundo ele, falar sobre a reforma da Previdência agora seria uma armadilha. “Por que no plano de governo do Jair não tem plano específico? Porque isso é uma armadilha que os marqueteiros impuseram aos políticos.”

O deputado contradiz outro assessor de Bolsonaro, o economista Paulo Guedes, que pode assumir o Ministério da Fazenda em caso de sucesso da candidatura do capitão. A correligionários, ele disse que iria fazer a reforma da Previdência para acabar com as disparidades entre a aposentadoria dos servidores públicos e dos contribuintes da iniciativa privada. Segundo Guedes, a necessidade de reformar a Previdência é premente.

Temer, que ainda sonha em realizar a reforma em seu mandato, vislumbra a possibilidade de contar com o apoio de Bolsonaro para aprová-la até o final do ano. A possibilidade também foi aventada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O vice de Bolsonaro, o General Hamilton Mourão, em evento promovido pelo banco BTG Pactual, também defendeu que o texto seja aprovado antes de uma eventual posse do candidato do PSL.

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