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Contração econômica na Espanha vai persistir no 1º trimestre

O presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy disse ainda que este ano será o último da recessão e que sua política econômica está correta

Por Da Redação 27 fev 2013, 12h14

A economia da Espanha continuará pressionada no primeiro trimestre deste ano, com a fraqueza da demanda doméstica, do setor de construção e dos investimentos, afirmou nesta quarta-feira o banco central do país. Os poucos dados disponíveis do período indicam “continuidade da contração da atividade, num contexto de pronunciada letargia da demanda interna”, segundo o boletim econômico mensal do Banco da Espanha, referente a fevereiro.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha teve retração de 1,8% no quarto trimestre do ano passado e a maioria dos analistas preveem que a economia espanhola continuará encolhendo durante boa parte de 2013. Indicadores de consumo, como vendas no varejo, caíram forte nos primeiros meses do ano, enquanto os investimentos e outros dados industriais mostraram fraqueza, disse o banco. As exportações são a única exceção positiva e, segundo o BC espanhol, apresentaram uma ligeira alta em dezembro, após recuarem no mês anterior.

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy disse ainda que este ano será o último da recessão, e os dados começarão a melhorar na segunda metade de 2013, o que repercutirá na situação do desemprego. Na semana passada a Comissão Europeia se mostrou disposta a flexibilizar o calendário de redução do déficit da Espanha se for confirmado o cumprimento do ajuste estrutural exigido para 2012 e o país prosseguir com as reformas.

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Nesta quarta-feira, Rajoy anunciou ao Parlamento que o déficit público do país terminou 2012 em 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB). O índice ficou quatro décimos acima do objetivo do déficit estabelecido com a União Europeia (UE) para o ano (6,3%). O chefe de governo ressaltou que a redução do déficit público até o número divulgado é fruto do ‘enorme esforço’ feito pela sociedade.

O presidente do governo espanhol assegurou que isto “não foi alcançado por nenhum outro país da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)”. Rajoy disse que o número do déficit aumenta a confiança na Espanha e faz com que o Executivo siga ‘convencido’ de que sua política econômica está correta, embora ainda não se produziram resultados.

A Espanha deveria baixar seu déficit para 6,3% do PIB em 2012, para 4,5% em 2013 e para 2,8% em 2014.

(com agência EFE e Estadão Conteúdo)

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