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Contas externas têm melhor superávit para setembro em 10 anos

O resultado positivo foi de 434 milhões de dólares (cerca de 1,4 bilhão de reais), contra 481,5 milhões de dólares (1,55 bilhão de reais) em 2007

As contas externas brasileiras registraram superávit de 434 milhões de dólares (cerca de 1,4 bilhão de reais) em setembro, segundo o Banco Central (BC). Foi o melhor resultado para o mês desde 2007, quando o resultado positivo chegou a 481,5 milhões de dólares (1,55 bilhão de reais). As contas externas abrangem a importação e a exportação de bens e serviços, além de transações unilaterais do Brasil com o exterior.

Em setembro de 2016 o resultado havia sido ruim, com déficit de 504 milhões de dólares (1,62 bilhão de reais). No acumulado do ano, ao comparar exportação e importação, o Brasil ainda segue no vermelho, são 2,7 bilhões de dólares (8,72 bilhões de reais) no negativo – mas o valor é menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o déficit foi de 13,5 bilhões de dólares (43,6 bilhões de reais).

O BC estimava que em setembro o superávit em conta seria de 300 milhões de dólares (969,7 milhões de reais).

Ao considerar apenas a balança comercial (importação e exportação apenas de bens), o saldo também foi positivo em 4,91 bilhões (15,8 bilhões de reais), enquanto a conta de serviços ficou negativa em 2,87 bilhões de dólares (9,27 bilhões de reais).

A previsão da instituição, atualizada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, é de que o rombo externo de 2017 seja de 16 bilhões de dólares (51,7 bilhões de reais). Para 2018, a projeção do BC é de déficit de 30 bilhões de dólares (96,9 bilhões de reais).

Gastos no exterior

Os gastos de brasileiros no exterior ficaram em 1,71 bilhão de dólares (cerca de 5,52 bilhões de reais) em setembro deste ano. O valor superou o registrado no mesmo período do ano passado em 32,6%, quando os consumidores gastaram 1,29 bilhão de dólares (4,16 bilhões de reais).

Nos nove primeiros meses do ano, o brasileiro gastou 14,14 bilhões de dólares (cerca de 45,7 bilhões de reais), valor 34,97% maior do que em 2016, quando o Brasil havia contabilizado 10,48 bilhões de dólares (aproximadamente 33,8 bilhões de reais).

Enquanto isso, as despesas dos estrangeiros no Brasil caíram. Em setembro, o BC registrou 407 milhões de dólares (cerca de 1,31 bilhão de reais) em gastos no país, contra 443 milhões de dólares (cerca de 1,43 bilhão de reais) em igual período de 2016.

Com isso, a conta de viagens internacionais voltou a registrar déficit em setembro. No mês, a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil ficou negativa em mais de 1,3 bilhão de dólares (4,20 bilhões de reais). Em setembro de 2016, o déficit nessa conta era de 851 milhões de dólares (2,75 bilhões de reais).

(Com Estadão Conteúdo)