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Contas do setor público têm rombo de R$ 14,4 bi no 1º semestre

Déficit primário de 13,491 bilhões de reais em junho foi o menor já registrado para o mês desde 2016, segundo o BC

O setor público consolidado (governo central, estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) apresentou déficit primário de 13,491 bilhões de reais em junho, informou nesta segunda-feira (30) o Banco Central. Em maio, havia sido registrado déficit de 8,224 bilhões de reais.  

Nos primeiros seis meses deste ano, o déficit do setor público foi de 14,424 bilhões de reais, ante um rombo de 35,183 bilhões de reais no primeiro semestre do ano passado. A meta do déficit primário do setor público consolidado considerada pelo governo é de 161,3 bilhões de reais para 2018.

O chefe-adjunto do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Lemos, disse que o déficit primário do setor público consolidado de junho foi o melhor resultado para o mês desde 2016, devido ao aumento da arrecadação e à redução de gastos no mês passado. “Na comparação com junho do ano passado, houve alta e 2% nas receitas e retração de 1,1% nas despesas”, apontou. 

O economista do BC evitou comentar como o rombo primário de 14,424 bilhões de reais no primeiro semestre alcançará a meta de déficit do setor público de 161,3 bilhões de reais deste ano. “Cabe ao Tesouro Nacional comentar a execução fiscal”, limitou-se a responder. 

O resultado fiscal de junho foi composto por um déficit de 14,951 bilhões de reais do governo central (Tesouro, Banco Central e INSS). Já os governos regionais (estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com 353 milhões de reais no mês. Enquanto os estados registraram um superávit de 6 milhões de reais, os municípios tiveram resultado positivo de 347 milhões de reais. As empresas estatais registraram superávit primário de 1,107 bilhão de reais.

Déficit primário

O déficit fiscal no primeiro semestre pode ser atribuído ao rombo de 28,718 bilhões de reais do governo central (0,86% do PIB). Os governos regionais (estados e municípios) apresentaram um superávit de 13,214 bilhões de reais (0,39% do PIB) no primeiro semestre. Enquanto os estados registraram um superávit de 9,860 bilhões de reais, os municípios tiveram um saldo positivo de 3,353 bilhões de reais. As empresas estatais registraram um resultado positivo de 1,080 bilhão de reais no período.

Em doze meses até junho, as contas do setor público acumulam um déficit primário de 89,823 bilhões de reais, o equivalente a 1,34% do PIB.

O déficit fiscal nos doze meses encerrados em junho pode ser atribuído ao rombo de 92,405 bilhões de reais do governo central (1,38% do PIB). Os governos regionais (estados e municípios) apresentaram um superávit de 1,715 bilhão de reais (0,03% do PIB) em doze meses até junho. Enquanto os estados registraram um superávit de 1,482 bilhão de reais, os municípios tiveram um saldo positivo de 232 milhões de reais. As empresas estatais registraram um resultado positivo de 867 milhões de reais no período.

Déficit nominal

O setor público consolidado registrou um déficit nominal de R$ 57,941 bilhões em junho. Em maio, o resultado nominal havia sido deficitário em R$ 47,896 bilhões e, em junho de 2017, deficitário em R$ 51,063 bilhões.

No mês passado, o governo central registrou déficit nominal de 53,832 bilhões de reais. Os governos regionais tiveram saldo negativo de 4,605 bilhões de reais, enquanto as empresas estatais registraram superávit nominal de R$ 496 milhões.

No primeiro semestre, há déficit nominal correspondente a 6,49% do PIB, com saldo de 217,400 bilhões de reais.

Em doze meses até o mês passado, o déficit nominal correspondeu a 7,28% do PIB, com saldo negativo de 487,041 bilhões de reais.

 

Comentários

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  1. luiz salgado

    Que adianta ter o melhor sistema eleitoral do mundo sr o mesmo é usado para eleger os políticos mais corruptos, ordinários e bandidos do planeta. Que se organizaram nos últimos dez anos para acabar com nosso país. Cambada de vermes.

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