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Constantino Júnior deixará a presidência da Gol

Executivo, que é um dos fundadores da companhia aérea, será substituído por Paulo Sérgio Kakinoff, presidente da Audi Brasil

Por Ana Clara Costa e Anna Carolina Rodrigues - 18 jun 2012, 18h37

O presidente e controlador da Gol Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira Júnior, deixará suas funções executivas na empresa. Constantino ocupava o cargo de presidente executivo desde a fundação da Gol, em 2001. O novo presidente da companhia aérea será Paulo Sérgio Kakinoff, funcionário de carreira do grupo Volkswagen e que até então ocupava o cargo de presidente da Audi no Brasil. Kakinoff fazia parte do conselho de administração da Gol desde de janeiro de 2010.

Constantino Júnior sairá da empresa em 29 de junho, em um ano de crise para a Gol. A empresa fundada por sua família – a casta mais influente do transporte rodoviário no Brasil – padece em meio a prejuízos milionários. Criada para ser a primeira low cost brasileira, a Gol completou sua primeira década com o sabor amargo deixado pelas perdas de 710,4 milhões de reais apenas em 2011. Agora, a companhia corta seu quadro de funcionários, modifica sua estratégia e, às vésperas de 2014, reduz rotas para não derrocar.

Ao longo de 2012, cerca de 800 funcionários foram demitidos e a companhia eliminou pelo menos 80 voos diários, que davam um prejuízo estimado em 5 milhões de reais por mês. No último dia 15, a Gol anunciou o fim de seus voos regulares para o Chile. Apesar dos cortes, os resultados do primeiro trimestre continuaram ruins e a empresa acumulou prejuízo de 41,4 milhões de reais.

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Nos últimos meses, a empresa demitiu 31 executivos de médio e alto escalão, incluindo o vice-presidente de Clientes e Mercado, Ricardo Khauaja. Percebido na empresa como um líder acessível e dimplomático, Constantino terá como substituto um executivo que compartilha essas mesmas características. Kakinoff entrou na Volkswagen como estagiário em 1993 e adquiriu grande experiência no que se refere aos hábitos de consumo da classe média. Quando foi indicado para a presidência da Audi, o executivo rapidamente tornou-se uma das principais referências do mercado de luxo nacional ao promover uma verdadeira retomada das vendas da montadora alemã no Brasil.

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