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Consórcio construtor do Comperj demite mais de 200 pessoas

Atrasos no pagamento de aditivos de contratos pela Petrobras acabaram prejudicando o andamento das obras

Por Da Redação
6 jan 2015, 13h33

O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) amanheceu nesta terça-feira com parte dos canteiros de obras fechados, mais um sinal da forte crise pela qual passam as construtoras ligadas aos projetos da Petrobras. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Manutenção e Montagem Industrial de Itaboraí (Sintramon), mais de 200 trabalhadores foram demitidos desde segunda-feira pelo consórcio responsável pelas obras civis do complexo petroquímico. O grupo é formado pelas empresas Odebrecht, Mendes Júnior e UTC.

Além das demissões, parte do canteiro de obras do complexo, orçado em 13,5 bilhões de dólares, está fechado em função do abandono do projeto pela Alumini. A empresa tinha demitido cerca de 490 trabalhadores desde novembro, e, mesmo após um acordo com o sindicato, havia atrasado o pagamento de benefícios e indenizações aos ex-funcionários.

A construtora alega dificuldades em função do atraso e falta de pagamentos de aditivos contratuais da Petrobras. Segundo a empresa, a estatal deve cerca de 1,2 bilhão de reais por serviços realizados em diferentes contratos no Comperj e na Refinaria Abreu e Lima (Rnest). Segundo o Sintramon, a empresa está com as contas bloqueadas em função de uma decisão judicial de Ipojuca, em Pernambuco, em decorrência das pendências trabalhistas na Rnest.

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O sindicato de trabalhadores também informou nesta manhã que aguarda a demissão de outros 800 trabalhadores da empresa Tuk, que já teria finalizado seu contrato nas obras do Comperj. Desde 2012, diversas empresas prestadoras de serviços e construtoras ligadas às obras da Petrobras têm demitido seus funcionários, sustado pagamentos a fornecedores e entrado com pedidos de recuperação judicial alegando atrasos de pagamentos pela Petrobras. A estatal nega que haja débitos pendentes.

(Com Estadão Conteúdo)

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