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CONSOLIDA-Economia global perderá velocidade em 2012–pesquisas

Por Da Redação - 19 jan 2012, 11h55

Por Andy Bruce

LONDRES, 19 Jan (Reuters) – A economia global perderá força em 2012, mas continuará caminhando na direção certa, de acordo com pesquisas da Reuters com cerca de 600 economistas divulgadas nesta quinta-feira, que disseram que a Europa deve pressionar o crescimento do mundo todo.

Os países asiáticos impulsionarão novamente a economia global neste ano, mas com desempenhos relativamente contidos. Os Estados Unidos, enquanto isso, devem ver um crescimento modesto, que ultrapassará facilmente o ritmo de seus colegas europeus em recessão.

A pesquisa da Reuters, que cobre todas as 20 principais economias desenvolvidas e emergentes, assim como outras na Ásia, sugere que a expansão econômica global deve desacelerar para cerca de 3,3 por cento neste ano, contra estimados 3,7 por cento em 2011.

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Isso é mais otimista que a última previsão do Banco Mundial, que projetou alta de apenas 2,5 por cento para o Produto Interno Bruto (PIB) do mundo neste ano.

Na pesquisa anterior, os analistas previam que o crescimento mundial seria de 3,6 por cento em 2012 e de 3,8 por cento no ano passado.

De longe, o maior risco à economia mundial agora é a crise de dívida da zona do euro, que já reduziu o crescimento das exportações até na China e ofuscou as notícias positivas vindas dos Estados Unidos recentemente.

As previsões da pesquisa sugerem que a crise de dívida deve continuar em combustão lenta, ao invés de arder em chamas e se tornar uma grande emergência global como a que aconteceu em 2008, com o colapso do Lehman Brothers.

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A China deve liderar novamente os rankings econômicos em 2012, com crescimento de 8,4 por cento, embora essa taxa seja pouco acima da marca de 8 por cento que economistas consideram necessária para criar empregos suficientes e satisfazer a expansão populacional do país.

A economia da Índia não ficará muito atrás, crescendo 7 por cento no ano fiscal de 2012. Essa leitura, porém, seria a pior em dois anos, devido ao aperto monetário e a impasses políticos.

TEMPOS DIFÍCEIS

Este ano parece certamente difícil para as economias desenvolvidas. A maior do mundo, os Estados Unidos, devem crescer cerca de 2,2 por cento em 2012.

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Embora seja modesta em relação aos emergentes e aos padrões históricos norte-americanos, essa expansão também será muito melhor que a contração de 0,3 por cento esperada para a economia da zona do euro.

O risco imediato para a economia da Europa seria um default de dívida desordenado da Grécia, que atacaria os mercados financeiros do continente. Atenas está negociando com seus credores privados sobre um acordo de troca de dívida, que é necessário para o país poder repagar 14,5 bilhões de euros (18,5 bilhões de dólares) em bônus que vencem em março.

A Alemanha provavelmente será a única economia grande da Europa a evitar a estagnação neste ano, mas não por muito: economistas esperam expansão de apenas 0,5 por cento em 2012.

Mesmo o Japão ultrapassará as economias europeias, com crescimento de cerca de 1,8 por cento no ano fiscal de 2012-2013, mesmo preso na deflação e lutando para superar o choque econômico do terremoto e do tsunami de março passado.

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(Por Andy Bruce; Pesquisa conduzida por Shaloo Shrivastava em Bangalore e pelas redações da Reuters ao redor do mundo)

REUTERS MP PD

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