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Conselho da Repsol aprova indenização de US$ 5 bi da Argentina

Governo Kirchner terá de ressarcir empresa espanhola por estatização da YPF, ocorrida em 2012

O acordo entre a Argentina e a companhia petrolífera espanhola Repsol de indenização pela desapropriação de 51% da YPF em 2012 será assinado na próxima quinta-feira em Buenos Aires, informou nesta terça-feira o governo argentino.

Representantes de Repsol assinarão com representantes do Ministério da Economia argentino a proposta aprovada nesta terça pelo conselho de administração da companhia – que se viu obrigada a deixar a Argentina após seu contrato de parceria com a YPF ser rompido pelo governo Kirchner.

O ministro da Economia da Argentina, Axel Kicilloff, confirmou em entrevista coletiva que seu país compensará a Repsol com bônus de 5 bilhões de dólares, cuja emissão deverá ser aprovada pelo parlamento do país.

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Em nota enviada à Bolsa de Madri, a espanhola explicou que aceitou a proposta porque o preço das ações da empresa argentina foi reavaliado e, portanto, ficou mais próximo do solicitado como compensação ao governo de Cristina Kirchner. “No fechamento do exercício de 2013, atendendo ao princípio do acordo anunciado no mês de novembro sobre as ações de YPF SA e YPF Gas submetidas ao processo de expropriação, as ações expropriadas foram reavaliadas para 5 bilhões de dólares”, afirmou a empresa em comunicado.

A estatização da YPF foi aprovada em abril de 2012, com a intenção do ministro de Economia, Axel Kicillof, de “não pagar nenhum centavo” à Repsol porque a companhia “havia saqueado” a petrolífera nacional e os recursos energéticos dos argentinos.

Desde então, Repsol e o governo da Espanha tiveram duros enfrentamentos com a Casa Rosada. A tensão só foi aliviada em novembro, quando a presidente Cristina Kirchner, pressionada pela escassez de divisas, decidiu mudar de estratégia com a Repsol e a comunidade internacional. Com um discurso mais conciliatório, o governo argentino abriu várias frentes de negociação com credores, inclusive com a empresa.

(Com EFE e Estadão Conteúdo)